Um dia após o primeiro turno das eleições, a Reportagem foi às ruas ouvir eleitores da Baixada Santista sobre o resultado das urnas. Eles apontaram as principais demandas para os próximos anos e defenderam uma atuação mais próxima dos políticos eleitos, afirmando que pretendem acompanhar e cobrar os representantes durante os mandatos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na disputa pela Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para o segundo turno. Na Baixada Santista, Bolsonaro venceu em oito dos nove municípios, derrotado apenas em Cubatão. Para o Governo Estadual, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito, vencendo em todas as cidades da região. O resultado refletiu as opiniões nas ruas. Entre os entrevistados, houve manifestações favoráveis à continuidade de Freitas e à mudança na Presidência. “Eu acho que poderia ter sido resolvido no primeiro turno”, disse a aposentada Jaqueline Osbach, de 60 anos. A vendedora Luci Garcia, de 65, também espera mudanças. “Espero que mude tudo, porque a situação, do jeito que está, não pode continuar.” Também houve críticas e ressalvas ao resultado. O aposentado Orlando Ornellas, de 63 anos, disse estar preocupado com Flávio Bolsonaro. “É uma pessoa que ainda não tem o conhecimento do que tem a fazer. Como senador, não mostrou muita coisa, mas vamos ver”. O empresário Armando Trevisan Neto, de 59 anos, resumiu sua expectativa para o segundo turno: “Nós estamos nas mãos de Deus. Se correr, o bicho pega e, se ficar, o bicho come.” Trevisan (à esquerda): “Nós estamos nas mãos de Deus”. Ornelas (ao centro): combate à corrupção é prioritário. Raimunda (à direita) sugere se pôr “no lugar do outro” (Alexsander Ferraz/AT) Representação regional Na Câmara Federal, a Baixada Santista manterá dois representantes: Paulo Alexandre Barbosa (PSD) e Rosana Valle (PL), um a menos do que agora. Na Assembleia Legislativa, os cinco deputados locais passarão a seis. “Eu sinto que a gente perdeu um pouquinho de representatividade. Poderia ter sido melhor, mas acho que os que se elegeram vão fazer um bom trabalho”, avaliou a enfermeira Joyce Loureiro, de 46 anos. O aposentado José Oswaldo Gonçalves, de 63, espera que os representantes “tragam benefícios para as cidades”. Para isso, ele se mostrou disposto a fiscalizar o trabalho dos parlamentares. Gonçalves (à esquerda) se diz disposto a fiscalizar eleitos. Manuella (ao centro) vê salários baixos e preços altos. Luci (à direita) espera que realidade seja diferente (Alexsander Ferraz/AT) Expectativas Entre as principais demandas, a saúde apareceu com destaque. Joyce defendeu a ampliação de leitos e uma atuação mais integrada entre os municípios da região, pois, segundo ela, Santos acaba absorvendo parte das demandas de cidades vizinhas. A assistência social também foi apontada como prioridade. Para a aposentada Raimunda Nonato Costa Abreu, de 62 anos, os representantes eleitos devem voltar a atenção para quem enfrenta dificuldades. “Tem que ser um bom ser humano e se colocar no lugar do outro. A necessidade de políticas voltadas à população em situação de rua também foi destacada pelo entregador Lucas José da Silva, de 32 anos. “Tem que tirar o povo da rua. Todo ser humano merece ter alguma coisa na vida”, afirmou. O custo de vida foi outra preocupação recorrente. A estudante Manuella Maia, de 17 anos, considera os preços elevados. “Os salários são muito baixos para as coisas serem tão caras.” Luci também citou o preço dos alimentos, educação e segurança. Ornellas pôs o combate à corrupção, ao lado de segurança e educação, como uma das principais questões. Resumo das urnas Na disputa pela Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para o segundo turno. Na Baixada Santista, Bolsonaro venceu em oito dos nove municípios, derrotado por Lula apenas em Cubatão. Para o Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito, vencendo em todas as cidades da região.