Amin Lascane Sobrinho, de 77 anos, saiu cedo de casa para dois exercícios (Vanessa Rodrigues / AT) As votações para o segundo turno das eleições municipais em Santos e em Guarujá, no litoral de São Paulo iniciaram neste domingo (27), e os moradores vão decidir quem será o próximo prefeito. Pela manhã, idosos saem para exercerem seu ato democrático, mesmo não sendo mais obrigatório. Amin Lascane Sobrinho, de 77 anos, saiu cedo de casa para dois exercícios. O primeiro, uma pedalada de mais de 30 quilômetros, hábito que ele pratica quatro vezes por semana. E o segundo, parada estratégica para votar no segundo turno das eleições municipais de Santos. Junto com um amigo, também ciclista, ele parou no Colégio Liceu Santista, no José Menino. "Demos uma volta, pegamos a (avenida) Portuária, a Perimetral, depois subimos a Ilha Porchat e viemos pra cá", disse ele, que quando mais novo, praticava triatlo. Após o pedal, o morador do Gonzaga fez questão de esperar o amigo votar para depois exercer o seu direito de eleitor. Apesar de não ser mais obrigado a votar pela idade, ele faz questão. "Quando a gente deixa de votar, alguém com menos preparo vota pela gente", alertou Amin. Vestido com o tradicional traje gaúcho, Manoel Lucas da Silva Terceiro, de 76 anos, chamou a atenção, no Colégio Liceu Santista, no José Menino, em Santos. Mas, ao contrário do que possa parecer, ele é paraibano de João Pessoa, mas acostumou-se a usar chapéu e bombacha depois de morar alguns anos em Camaquã (RS). Vestido com o tradicional traje gaúcho, Manoel Lucas, chamou a atenção (Vanessa Rodrigues / AT) "Eu sempre saio assim, só quando eu vou para a praia que eu vou de bermuda. Minha mãe dizia que o homem bem-vestido é bem-visto, sabia? (risos)". Esperançoso de ver o Brasil ocupar um espaço de destaque no cenário mundial, ele falou sobre a importância de votar. Maria Inês Joaquim Garcia, de 72 anos, fez questão de vir votar logo cedo. A idosa contou que mora perto da UME dos Andradas, em Santos, mas viria independentemente da distância. “A gente tem que votar porque, se de hoje pra amanhã, você quiser fazer alguma reinvidição, não tem como você reclamar”, disse. Maria Inês fez questão de vir votar logo cedo (Bárbara Marques / AT) Ela conta que acha importante acompanhar as propostas e os debates dos candidatos e espera que haja diálogo entre as pastas. “Não dá pra fazer de tudo de uma vez só”, opinou. Mesmo sem a obrigatoriedade de votar, a aposentada Wladisleia Bertachini, de 83 anos, não deixou de exercer o direito de cidadania. Ela votou por volta das 10h20 na Escola Estadual Vicente de Carvalho, em Guarujá. A aposentada Wladisleia Bertachini, não deixou de exercer o direito de cidadania (Daniel Gois / AT) “(Votar) É participar da democracia, votar como cidadã. Foi tudo tranquilo. Espero que a cidade melhore (nos próximos anos), destacou a aposentada.