[[legacy_image_302751]] Com 2024 se aproximando, as prefeituras das nove cidades da Baixada Santista começam a definir o Orçamento municipal para o novo ano. A área da Educação, uma das prioridades dos municípios, receberá pelo menos R\$ 2 bilhões na região, conforme valores informados por cinco administrações municipais — outras três ainda definirão o valor e uma não se manifestou sobre o assunto. Em Santos, o investimento em Educação planejado para 2024 é de R\$ 857 milhões, com alta de 8% e que representa quase o dobro do aumento da inflação, segundo o prefeito Rogério Santos (PSDB). Ele afirma que o principal objetivo é garantir que 75% das crianças da rede pública municipal estudem em período integral. Na segunda jornada do período integral, a Prefeitura santista pretende oferecer disciplinas extracurriculares em áreas como cultura, meio ambiente e tecnologica. “São eixos importantes para que as crianças cresçam com uma consciência para o futuro próximo do que se espera de um profissional e, também, de um cidadão”, diz o prefeito. O Município pretende ampliar o quadro de profissionais. Comprou prédios que se transformarão em escolas municipais, como o do Centro Empresarial Strong, no Paquetá, o do colégio Novo Tempo, no Embaré, e o do colégio Marza, no Gonzaga, que se tornará um complexo educacional — outro deve ser construído no São Manoel. Outra ação, afirma o prefeito, é oferecer equipamentos tecnológicos nas unidades de ensino. “Estamos ampliando para todas as escolas a aquisição de tablets e lousas digitais, com a inserção da educação digital transversal para todas as matérias curriculares e para as matérias extracurriculares que são feitas na segunda jornada.” São Vicente A Prefeitura de São Vicente informou que deve destinar cerca de R\$ 460 milhões para a Educação em 2024. Do total, R\$ 148 milhões em investimentos e o restante em despesas, como salários. Segundo a secretária de Educação do Município, Nívea Marsili, os investimentos serão divididos em três eixos. O primeiro, a estrutura das escolas. “Vamos inaugurar grandes reformas, porque esse era um grande problema da Prefeitura de São Vicente: prédios muito antigos com problemas de telhado, falta de salas climatizadas, de cobertura nas quadras”, cita. O segundo eixo é a permanência dos estudantes, com investimentos em merenda, uniforme e material escolar. “Licitamos o material escolar do ano que vem, e, para isso, ouvimos os professores. Enviamos uma enquete no começo do ano sobre o que seria importante as crianças terem de material escolar”. Mais de 900 professores da rede municipal foram ouvidos, e, com base nas respostas, comprou-se o material escolar. O último eixo: melhorar a qualidade do ensino, com foco na formação de professores e diretores a partir de programas como o Parceiros da Educação, desenvolvido pelas prefeituras de São Vicente e de Sobral (CE), e parcerias com instituições como o Instituto Gesto e o Centro Lemann. Foi criado também o bônus da educação, que premia profissionais com bom rendimento ao final do ano. E, na terça-feira, a Prefeitura lançará um programa para reduzir o número de alunos nas salas de primeiro e segundo anos, com foco no avanço da alfabetização. Outras cidades Itanhaém planeja investir em Educação, no próximo ano, R\$ 220,4 milhões, com R\$ 1,970 milhão em investimentos e o restante do valor em despesas. A equipe de Gestão da Secretaria de Educação está concluindo planejamento dos projetos e investimentos para 2024. Em Peruíbe, o montante previsto é de R\$ 130 milhões, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Município. O dinheiro servirá para pagamento de funcionários, reforma e ampliação de escolas, merenda e transporte escolar e custeio de serviços como limpeza e manutenção. Em Cubatão, a Prefeitura não detalhou os projetos para a Educação em 2024. Contudo, a Secretaria de Planejamento registrou estarem previstos R\$ 397,3 milhões para a pasta. A decidir A Secretaria de Educação de Bertioga informou não ter definido o Orçamento do ano que vem, mas destacou investimentos em curso. Por exemplo, construção de novas escolas, a ampliação das unidades existentes, melhoria e modernização do material escolar e contratações e aperfeiçoamento do corpo docente. Ainda segundo a Prefeitura, estão sendo erguidos dois prédios para Ensino Fundamental e um para creche. As obras custarão R\$ 12 milhões, parte deles paga neste ano e o restante no próximo. Cogita-se a construção de mais uma creche. A Prefeitura de Mongaguá enviou o projeto da Lei Orçamentária de 2024 para à Câmara Municipal no dia 29. Como ainda não foi aprovado, a Administração não informou o valor previsto para Educação nem os projetos para o setor. A Administração de Guarujá também não definiu o Orçamento para 2024, mas informou investir sempre acima dos 25% dos recursos em Educação, porcentagem mínima determinada pela Constituição Federal. A Prefeitura de Praia Grande não respondeu até o fechamento desta edição.