[[legacy_image_252590]] Um olhar metropolitano que não exclua os municípios menores e que defenda as causas de todas as cidades, inclusive na destinação de verbas do Estado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essa é a principal meta do novo presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos). O prefeito de Mongaguá assumiu o comando do conselho no final de fevereiro, por um ano, em lugar da prefeita de Praia Grande, Raquel Chini (PSDB). Gomes visitou o Grupo Tribuna na quarta-feira (8) com o diretor-executivo da Agência Metropolitana (Agem), o coronel da PM aposentado Luiz Alberto dos Reis, de 72 anos, que assumiu em 19 de janeiro. Ambos foram recebidos por Roberto Clemente Santini e Marcos Clemente Santini, diretores-presidentes da TV Tribuna e de A Tribuna, respectivamente, e pelo diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes. Olhar diferente O presidente do Condesb defende que projetos amplos para a região sejam levados de forma prioritária ao Estado, mas sem privilégios para cidades maiores. “Falamos de metropoli-zação há anos, mas só ficamos no discurso, e continuamos agindo de forma individual”, diz. “A missão é fazer com que o Estado tenha esse olhar de que ficamos muito para trás em relação às outras regiões em segurança, saúde.” O prefeito destaca essas áreas como prioritárias, além da drenagem nas cidades, em especial nas áreas não urbanizadas ou sem regularização fundiária. Nesse ponto, elogia a iniciativa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de dar passos para regularizar as áreas densamente ocupadas que não dispõem de serviços básicos. Projetos Luiz Alberto dos Reis diz que pretende dar andamento aos projetos finalizados, mas que ainda não saíram do papel. Questionado sobre o Plano de Mobilidade e Logística da Baixada Santista, elaborado durante quatro anos e com recursos de um fundo francês, o novo diretor afirma que terá continuidade, mas com a participação dos prefeitos. “Não adianta querermos implantar um projeto sem ter a concordância e o empenho dos prefeitos”, afirma. A apresentação e o debate do plano estão marcados para o próximo dia 30, durante reunião do Condesb. Além desse plano, a Agem havia elaborado o 1º Plano Regional de Adaptação e Resiliência Climática, o primeiro do País, em conjunto com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, no programa Municípios Paulistas Resilientes. A Agem conta com 17 funcionários, mas não tem sede própria. Ocupa um andar dentro do prédio da Prodesan. A Baixada Santista é a única região metropolitana do Estado a contar com todas as estruturas: conselho de prefeitos, agência e Fundo Metropolitano. Porém, apenas quatro municípios vêm fazendo os depósitos mensais, e o Estado deixou de fazer os repasses.