[[legacy_image_19628]] Não existe Natal sem uma bela história... de Natal. Como a de um simples gesto de carinho, um presente de um tio avô para a sobrinha neta, que virou uma coleção com 227 bonecos do Papai Noel – 118 destes articulados –, que encantam as crianças, motivam a reunião de familiares, amigos e, hoje, servem como acalento no coração de dois irmãos e sua prima. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! O ex-professor aposentado, Dalton Pereira da Fonseca, de 81 anos, morreu em 7 de outubro deste ano (sem relação com a covid-19). Ele adorava o Natal por simbolizar a união familiar. Em homenagem a seo Dalton, os filhos e a sobrinha neta seguem este ano – e em todos os que virão... – com a tradição de montar os papais noéis. De acordo com Dalton Pereira da Fonseca Junior, filho de seo Dalton, tudo começou em 2002, como um presente: um Papai Noel de pilha para Juliana Fiuza Rebouças, hoje com 33 anos. A partir daí, todo ano comprava novos exemplares e, quando se deu conta, já havia uma coleção com mais de 50 itens. Com tantos artigos diferentes, passou a se dedicar à busca de novos papais noéis, com movimentos. O filho, que carrega o mesmo nome, e trabalha próximo à 25 de março, em São Paulo, era um apoiador e comprador dos bonecos. Segundo ele, era chegar o segundo semestre de cada ano para o ex-professor ligar e perguntar: “há alguma novidade?”. “Meu pai sempre gostou de festas e eventos, principalmente de confraternização entre família e amigos. Então, qualquer data festiva era comemorada. Ele sempre gostou de ter todos reunidos. Essa coleção passou a ser mais um pretexto para reunir todos”, conta. Os papais noéis sempre ficaram no apartamento de seo Dalton, mas, há 4 anos, devido ao tamanho que a coleção ganhou, teve que ser transportada para uma casa da família, no Gonzaga. Lá, de novembro até o fim de janeiro, os itens ficam expostos sobre uma mesa de frente a uma janela, o que motiva a visita de vizinhos e demais curiosos – recebidos pela família, quando estão em casa. [[legacy_image_19629]] Como foi este ano O filho conta que, este ano, seo Dalton já estava animado com a proximidade do Natal e a montagem da mesa com os papais noéis. “Ele criava expectativa para montar a exposição e queria ter sempre alguma novidade, um Papai Noel novo. Temos um que dança com a Mamãe Noel, um que dorme na rede, outro que ronca, uma banda completa...”. O patriarca já deixava pirulitos e balas em um dos bonecos. Os doces eram entregues às crianças que visitavam a exposição. “Ele gostava. Ele dizia que o Papai Noel que havia entregado”. Dalton Junior ressalta que, para ele, o irmão Darley Pereira da Fonseca, e a prima, os papais noéis hoje representam uma forma de homenagear o pai e a mãe, Marly Fiuza da Fonseca, que morreu há 10 anos, mas sempre apoiou a coleção. “É uma maneira de continuar a tradição e manter a presença deles estabelecida, um gesto de carinho”.