Próxima geração da tevê aberta brasileira, a DTV+ – antes chamada de TV 3.0 – marcará a convergência entre a radiodifusão tradicional e o ambiente digital. O sistema ainda está em testes no Brasil e será implementado de forma gradual. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O coordenador de Telecom da TV Tribuna, Daniel Netto, explica que se trata de uma evolução do sistema digital atual ISDB-T (padrão japonês), utilizado desde 2007. “Ela nasce da necessidade de aproximar a tevê aberta da experiência dos streamings, oferecendo imagem em 4K e, futuramente, até 8K, áudio imersivo, interatividade e integração total com a internet”, define. Tecnicamente, de acordo com Daniel, a DTV+ utiliza um padrão mais moderno de transmissão, baseado no ATSC 3.0 (padrão americano) e em tecnologias IP, permitindo que a TV aberta funcione de forma híbrida: parte via radiodifusão tradicional e outra conectada à internet. “Isso abrirá espaço para recursos como escolha de câmeras em eventos esportivos, conteúdos sob demanda, publicidade personalizada, acessibilidade avançada, múltiplos áudios, estatísticas em tempo real e até integração com aplicativos direto na TV”, exemplifica o profissional. Funcionamento e internet A ideia é que a DTV+ funcione de modo plug and play. Ou seja, ligou, instalou e funcionou, semelhante à internet, explica o coordenador de Telecom da TV Tribuna. “As novas TVs fabricadas futuramente já deverão vir compatíveis com a TV 3.0, enquanto aparelhos atuais poderão utilizar conversores externos, assim como aconteceu na migração da tevê analógica para digital”, afirma. Nos atuais modelos de TV e de conversores apresentados em feiras e congressos, a antena já virá internamente em cada aparelho. “A tendência é que boa parte da população utilize inicialmente os adaptadores”, emenda, reforçando que se trata do mesmo conceito de quando houve a migração do analógico para o digital. Juntas, mas separadas Daniel lembra que a internet não será obrigatória para assistir à programação principal, porque o sinal continuará chegando pela antena, mas será necessária para aproveitar recursos interativos e personalizados. Ou seja, a tevê continuará sendo ela mesma; a internet virá apenas somar recursos. “Em muitos casos, a antena atual continuará funcionando, principalmente em residências que hoje já recebem bem o sinal digital. Em prédios, pode haver a necessidade de ajustes ou modernização dos sistemas coletivos, dependendo da infraestrutura existente”. São Paulo deve ser uma das primeiras O cronograma nacional prevê início das operações comerciais da DTV+, antes chamada de TV 3.0, a partir deste ano, começando pelas grandes capitais. São Paulo deve ser uma das primeiras cidades do País a contar com o sistema, justamente por concentrar emissoras, fabricantes e testes de laboratório, justifica o coordenador de Telecom da TV Tribuna, Daniel Netto. Rio de Janeiro e Brasília também estão na lista inicial. “Depois disso, a expansão ocorrerá gradualmente para outros locais do Brasil”, afirma. A expansão para as demais regiões, incluindo Baixada Santista e Vale do Ribeira, deve acontecer gradualmente nos próximos anos. “Na região da Baixada Santista e Vale do Ribeira, a TV Tribuna deve iniciar este ano operações e estações-piloto para testes da nova tecnologia, avaliando cobertura, recepção e novos recursos interativos”, revela Daniel. Por ser gradual, a implementação, lembra o profissional, irá conviver inicialmente com o sistema digital atual, “até que a tecnologia esteja mais consolidada e acessível para toda a população”.