[[legacy_image_9122]] O governador João Doria voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), agora pela crise política criada com a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ex-juiz expôs mensagens do chefe do Executivo pedindo por mudanças no comando da Polícia Federal (PF), após enviar um link de uma reportagem do site "O Antagonista" sobre a PF estar “na cola” de 10 a 12 deputados aliados. “Entendo que o presidente do Brasil deve interagir com o povo e não com o chefe da Polícia Federal. Deve interagir com a proteção à vida de milhões de brasileiros. Interferir [nas investigações da PF] é crime”. O governador elogiou o trabalho dos policiais federais que, segundo ele, ganharam a “respeitabilidade da opinião pública brasileira ao longo da [Operação] Lava Jato, que teve a cooperação do ex-ministro e juiz Sérgio Moro”. Ele ainda comparou as ações de Bolsonaro às de membros do Partido dos Trabalhadores (PT). “O Brasil rejeitou a política dos companheiros [referência aos petistas]. O mesmo Brasil rejeita a política dos amigos. Não devemos ser condescendentes, nem com os companheiros e nem com os amigos, nessas circunstâncias”.