[[legacy_image_199914]] A cada dia um passo a menos. O caminhoneiro de Guarujá, Sidney Paim Andreghetti, de 40 anos, teve que parar sua jornada de trabalho após descobrir um problema grave na coluna, uma hérnia de disco na região torácica que está comprimindo a medula. Além disso, a única fonte de sustento da família, um caminhão, pegou fogo há duas semanas e, atualmente, o caminhoneiro sobrevive de doações Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Me falta força nas duas pernas. Não consigo ficar muito tempo em pé porque os nervos estão atrofiando. Minha perna estica. Só que ela está rígida porque a medula está pressionada. O músculo fica sempre duro e por isso fico sempre curvado”, conta. Por conta disso, Sidney precisou colocar um motorista em seu lugar. Mas, infelizmente, houve um incidente com o veículo no último dia 1º de agosto. “O motorista estava descendo a serra e escutou um barulho no motor. Não se sabe se o motor explodiu. Aparentemente, pelo que ele me falou, foi um curto-circuito. Ele escutou um barulho diferente, quando olhou para fora da cabine e estava o fogo comendo solto”, comenta. O veículo não tinha seguro e agora Sidney está tentando vender as peças para arrecadar mais dinheiro. “Não tinha condição de ter seguro porque sai muito caro. Quem tem caminhão está trabalhando mais para se sustentar. O custo ficou muito alto e o frete não acompanhou”, explica. Para conseguir sustentar sua família, o caminhoneiro criou uma vaquinha on-line para arrecadar dinheiro e alimentar suas filhas. Sem conseguir andar por muito tempo ou até mesmo ficar em pé, ele aguarda por marcação de cirurgia. Drama há dois anos Em entrevista para A Tribuna, o morador do bairro Jardim Progresso, em Vicente de Carvalho, contou que era autônomo e, por isso, está sem renda. “A pandemia foi se estendendo e fui piorando muito. Há dois meses, comecei a ficar muito debilitado. Antes disso, estava trabalhando com o caminhão mesmo com dificuldade. Mas, tive que colocar um motorista porque não aguentei mais”, explica. Há dois anos, Sidney tinha parado para operar e resolver seu problema. Nesse período ficou oito dias internado no Hospital de Diadema, em São Paulo. O motorista explica que devido à complexidade da cirurgia foi solicitado a presença de um neurologista e um cirurgião torácico, porém não havia compatibilidade na agenda dos especialistas. “Naquela época, não tinha começado a pandemia ainda, foi em janeiro de 2020. Não conseguiram conciliar a agenda dos dois médicos no mesmo dia,. Aí eles jogaram para março, só que começou a primeira onda da covid-19 e até hoje ainda não operei”, afirma. Riscos Ele não esconde o medo de operar devido aos riscos que a cirurgia envolve. “Ela é muito perigosa porque envolve a medula. Qualquer bobeira, se tiver uma lesão, posso perder o movimento do tórax para baixo. A doença só progride. Tenho medo pelo risco de ficar paraplégico na mesa de cirurgia. Mas, também não posso ficar sem operar. O risco é dos dois lados”, afirma. Apesar dos riscos, afirma estar esperançoso e aguarda pelo momento de recuperação para que volte a trabalhar e sustentar sua família. Atualmente, ele mora com sua esposa e duas filhas de aluguel. Mas precisa de uma fonte de renda para se manter abrigado. Como doar As publicações de divulgação da vaquinha online estão sendo feitas pelas redes sociais, onde contam a história de Sidney e pedem doações pela chave pix: (13) 98168-2427. O número também é contato da esposa dele e estão abertos a contato para ajuda.