[[legacy_image_260210]] O Brasil tem uma relação muito próxima com o café. Tanto que é o maior produtor mundial do grão há mais de um século e meio. Para este ano, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê safra aproximada de 55 milhões de sacas de 60 quilos — ou 3,3 milhões de toneladas, 7,9% a mais que em 2022. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Daí porque faz sentido o País participar das celebrações do Dia Mundial do Café, lembrado hoje. Não apenas pelo consumo do produto em casa ou no trabalho, mas por haver, também, brasileiros que dependem do café em sua profissão. É o caso de Ariel Kauê dos Santos Ukmar, de 26 anos, que, de consumidor que, “no máximo, tomava um cafezinho com leite em casa” se tornou atendente, barista e, hoje, é especialista em café. Em 2016, o santista teve a oportunidade de trabalhar no Museu do Café, no Centro de Santos. Ao provar um café especial, “achei maravilhoso. Tomei um café espresso em que não precisava colocar açúcar”. Seis meses depois, Ukmar pôde fazer um curso de barista no museu. “Aprendi a história do café, a importância dele no nosso País e no mundo, as formas de se preparar o café, que não é tão simples quanto a gente acha. Claro que, em casa, cada um pode fazer da maneira que mais lhe apetece, mas eu aprendi que o café tinha técnicas para serem executadas e tirar (obter) sabores.” Após seis anos, Ariel Ukmar se tornou o barista principal do Museu e, depois, assumiu o cargo de inspetor de qualidade de café. Ele compõe o time de juízes sensoriais do Campeonato Brasileiro de Baristas, organizado pela Brazil Specialty Coffee Association, e compete em provas nacionais. Também presta consultoria para cafeterias, treina profissionais e ajuda interessados a abrir estabelecimentos — e gerencia um, na Avenida Bernardino de Campos (Canal 2). “O café, hoje, é minha vida.”