Movimento nas lojas deve ganhar força a partir do dia 3, após o pagamento de salários, diz Omar Assaf (Vanessa Rodrigues/AT) O comércio da Baixada Santista e do Vale do Ribeira demonstra otimismo moderado para o Dia dos Pais, no próximo dia 9. Espera crescimento médio de 4% nas vendas em relação ao ano passado, segundo pesquisa do sindicato do setor. Realizado entre 29 de junho e 17 de julho, o levantamento ouviu 150 empresários e consumidores da região. Entre os comerciantes, 44% esperam aumento de até 4% nas vendas; 28% projetam alta entre 5% e 10%; 16% acreditam em avanço de 11% a 15%, e 12%, em crescimento superior a 15%. Os presentes mais procurados devem ser roupas, calçados e acessórios (52%), seguidos por perfumes e cosméticos (34%), eletrônicos e acessórios, como relógios inteligentes e fones de ouvido (29%), chocolates, bebidas e cestas para presente (25%), ferramentas e artigos esportivos (19%) e experiências, como almoços, jantares e opções de lazer (17%) — cada entrevistado pode apontar mais de um item. O presidente do sindicato, Omar Abdul Assaf, afirma que o faturamento poderia ser maior se não fosse o endividamento das famílias. Mas destaca que o apelo emocional da data incentiva compras, ainda que de lembranças. Segundo ele, o movimento nas lojas deve ganhar força a partir do dia 3, após o pagamento de salários. Assaf avalia que o Dia dos Pais está entre a terceira e a quarta principal data para o comércio. “É muito relativo. Para aquele comércio que mexe com moda masculina, claro, é o Natal dele. Também é a data que estreia o segundo semestre. Então, as próximas data vão ser só a semana do desconto e o Dia das Crianças.” Segundo o comerciante, para atrair consumidores, muitas lojas de moda masculina apostam em promoções, como leve três e pague dois, e oferecer parcelamentos para facilitar as compras. Gastos A pesquisa mostra que 35% dos consumidores pretendem gastar entre R\$ 251,00 e R\$ 500,00 no presente. Outros 31% planejam investir até R\$ 250,00, enquanto 24% devem desembolsar entre R\$ 501,00 e R\$ 1 mil. Dez por cento afirmam que gastarão mais de R\$ 1 mil em compras. O Pix deve continuar a ser o principal meio de pagamento (47% dos consumidores). Em seguida, aparecem o cartão de crédito (34%), o cartão de débito ou o dinheiro (16%) e outros meios, como boleto e crediário (3%).