[[legacy_image_3768]] A Dersa admitiu que opera com número de balsas abaixo do ideal na travessia Santos-Guarujá. Assim revelou o vereador Sadao Nakai (PSDB), após reunião entre políticos e o presidente da empresa, Milton Persoli, na Capital. Questionada por A Tribuna sobre isso, a estatal nada respondeu. Nakai – que preside a Comissão Especial de Vereadores da Câmara de Santos na qual se discutem impactos causados pelas travessias e temas relacionados ao sistema viário da Ponta da Praia – disse que, segundo a direção da Dersa, seria necessário ter oito embarcações, uma delas de reserva. Durante a reunião, só quatro das seis disponíveis operavam. Ainda segundo o vereador, a Dersa pretende chegar às oito balsas após licitação, em andamento, para a reforma de duas embarcações. O presidente da Dersa declarou que o processo deve ser lançado em dois meses, apesar de dificuldades jurídicas, contou Nakai. “A gente não tem segurança se tudo o que foi falado vai acontecer mesmo. Não sabemos como serão as decisões políticas.” A Dersa informou à Reportagem que a meta é incorporar as duas novas balsas neste ano. Porém, não esclareceu se as dificuldades jurídicas apontadas se devem ou não à extinção da estatal, definida para este ano pelo governador João Doria (PSDB). A empresa afirmou que, “a atual Administração já iniciou o processo para conceder as travessias à iniciativa privada. A expectativa é que o sistema comece a ser modernizadoapartirde2020”. Outro anúncio na reunião foi o de que, em 14 dias, a empresa pretende devolver uma balsa que está em manutenção. A empresa concluiu a compra de 30 motores e peças sobressalentes e firmou contrato com uma empresa de recuperação mecânica. Tarifa: incerteza O deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (Patri), que organizou a reunião, fez menção a uma incerteza: o valor da tarifa após a privatização do serviço. Segundo ele, a Dersa diz faturar R\$ 75 milhões por ano e precisa de aporte semelhante do Estado para custear todo o serviço. “Se fizer uma parceria público privada (PPP), vai deixar de receber metade do valor. Então, para quanto vai a tarifa? E, se a resposta é gestão, fazendo tudo funcionar com excelência, por que uma PPP?”, questionou o deputado, dizendo ser contrário a que o usuário pague por isso.