[[legacy_image_94982]] "O nosso bem maior é para a vida. O bandido não tem outra opção a não ser roubar, ele não tem nada a perder". A afirmação é do especialista em segurança, Vinicius Vaz. ATribuna.com.br o entrevistou nesta segunda-feira (23), para repercutir as sequências de crimes na Baixada Santista, que ganhou repercussão durante o fim de semana. "Qualquer movimento brusco pode ser interpretado como reação. O bandido não quer contato com a vítima. Ele quer ter uma abordagem rápida e ir embora", completa. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! No sábado (21), um turista foi morto após sair da praia com um amigo, em Itanhaém. Ele teve a corrente roubada por dois criminosos, que foram presos pela Polícia Militar. De acordo com a polícia, ele colocou as mãos para trás, o que assustou os ladrões e os levou a disparar no peito da vítima. Em casos assim, Vaz lembra que o primeiro passo é manter a calma, e o segundo, "é se comunicar, falar tudo que vai fazer e sem movimento brusco, para que o bandido entenda o que vai fazer. Se for no carro, por exemplo, tem que perguntar para o bandido se pode tirar o cinto de segurança, se pode entregar o celular". Ainda no fim de semana, um casal foi abordado por um trio de ladrões de bicicleta, em Guarujá. Um jovem reagiu à tentativa de assalto, lutou com os criminosos, foi atingido por uma bicicleta e continuou agredindo os bandidos. A namorada dele atirou o celular para dentro de um prédio, para evitar o roubo do aparelho. Vaz lembra que, depois de achar um local seguro, como uma padaria, ou um mercado, para se comunicar com o mundo externo, "é fundamental fazer o boletim de ocorrência, mesmo sem extravio do bem. Isso vai abastecer as autoridades de informações para reforçar policiamento. São essas informações que vão direcionar patrulhamento e rondas ostensivas. E até para segurança de quem teve o objeto extraviado, para acionar seguro, por exemplo". A Secretaria de Segurança Pública (SSP) possui uma cartilha com orientações gerais em casos de crimes. Nela, a pasta pede para que as vítimas evitem gritar ou discutir, já que o nervosismo poderá aumentar a tensão e provocar uma atitude mais agressiva.