[[legacy_image_156030]] Segundo o Ministério da Saúde, o número de atendimentos a pessoas com transtornos mentais e comportamentais devido ao uso abusivo ou dependência de drogas aumentou 11% em 2021 no Sistema Único de Saúde, se comparado ao ano anterior. Em 2021, a rede pública registrou 400,3 mil atendimentos, contra 356 mil em 2020. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para a coordenadora de Saúde Mental de Santos. Letícia Katarine Ferreira dos Santos, o trabalho da unidade do Caps destinada aos usuários de drogas em Santos, na Rua Silva Jardim, 345, na Vila Matias, tem um desafio ainda maior, já que o público tem uma particularidade em relação a outros pacientes da área de saúde mental. “O Caps Álcool e Drogas atende um público que muitas vezes circula pelo território, em outras cidades e até em outros estados. Temos dificuldade maior no vínculo dessas pessoas, pois muitas estão em situação de rua. Trabalhamos na lógica de redução de danos, que não necessariamente a abstinência, mas dessa pessoa conseguir chegar no nível de conduzir a vida com qualidade e melhorar a sua saúde. Faço uma analogia, de como é difícil cortar o açúcar da nossa vida, para mostrar (que ficar sem a droga) não é um processo tão simples”, diz ela sobre o trabalho, que envolve uma estreita relação com, por exemplo, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. Sinais que servem como um alertaMudanças de comportamento ou físicas, percepção de que algo está atrapalhando a rotina, aceleração do batimento cardíaco, dor de cabeça incessante e irritabilidade podem ser sinais de que algo não vai bem com a sua saúde. Ou com a saúde do seu filho, de alguém de sua família ou do seu círculo de amizades. “As pessoas tendem a pensar que são sentimentos ou sensações passageiras, mas é preciso observar, conversar em família e com os amigos ao notar essas questões. É um sinalzinho de alerta piscando e também é importante expor isso para a equipe de saúde que te atende”, diz a psicóloga Letícia Katarine Ferreira dos Santos. gt;gt; Clique aqui e confira os locais de atendimento especializado em saúde mental Ela ressalta que além do atendimento nas policlínicas, os Caps funcionam no sistema de “porta aberta”, onde a pessoa pode ir direto caso necessite de um serviço especializado em saúde mental. “Os Caps têm uma gama de serviços muito grande, com atendimento familiar, individual e em grupo. Não precisa agendar, a pessoa pode ir direto nas unidades, que ficam abertas de segunda a sexta, das 8h às 17h e algumas, das 8h às 18h”, diz a psicóloga.