Trabalho dos agentes é fundamental para combater o mosquito (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) A Baixada Santista registrou queda de 67,8% nos casos de dengue neste início de ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Nos primeiros 45 dias de 2026, foram contabilizados 189 casos, ou seja, 399 a menos que o mesmo recorte de 2025, quando foram registrados 588 casos. Os dados são das prefeituras. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Santos foi uma das cidades da região com queda expressiva: 81%. Este ano, foram confirmados 51 casos, sem registro de óbitos. No mesmo período de 2025, foram 272. A Prefeitura informou que os dados de 2026 ainda são provisórios, pois aqueles em investigação, quando encerrados, são cadastrados retroativamente à data de início dos sintomas dos pacientes. Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti também transmite outras doenças, como chikungunya e zika. Seis casos de chikungunya foram confirmados em Santos neste ano, sem óbitos. No mesmo período do ano passado, houve sete casos e nenhuma morte. Não há casos de zika em Santos desde 2019. Para combater a proliferação do mosquito, a Secretaria de Saúde adota algumas medidas, entre elas os mutirões, que eliminaram quase 2 mil focos de larvas no ano passado. Os últimos foram realizados na última semana, no Marapé, onde foram visitadas 1.575 residências e eliminados 76 focos com larvas. Nos quatro mutirões já feitos neste ano, foram eliminados 345 focos de larvas. O secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez, afirma que a queda nos casos é um indicador positivo, que reflete o esforço da sociedade e das ações da Prefeitura. “Porque existe uma diminuição do número de focos do mosquito, existe uma participação importante das pessoas em relação aos seus domicílios, aos seus locais de trabalho. E, também, sem dúvida alguma, o esforço dos nossos agentes de combate às endemias, que estiveram mais tempo nas ruas, fazendo visitas em imóveis e eliminando focos de larvas”. Outro ponto que o secretário de Saúde destaca é o número de mutirões, que aumentou 55% nos últimos dois anos: foram 42 em 2025 e 27 em 2024. Apesar da queda de casos neste começo de ano, ele afirma haver expectativa de aumento entre os meses de abril e maio. “Isso aconteceu em 2024 e em 2025. Então, é importante reforçar esse cuidado das pessoas com seus próprios locais e de receber os agentes de combate às endemias nas suas residências. Nós tivemos quase 3 mil recusas de agentes no ano de 2025, é um número muito elevado”. Além dos mutirões, Santos utiliza armadilhas em locais estratégicos, faz campanhas educativas em escolas e unidades de saúde e avaliações de densidade larvária (ADL) para identificar locais com maior incidência e adotar medidas específicas de combate ao mosquito. Queda é registrada na maioria das cidades Além de Santos, outras cidades da região também tiveram redução de casos. Praia Grande, por exemplo, ainda não registrou nenhum caso de dengue, zika ou chikungunya neste início de ano. Neste mesmo período de 2025, foram 151 ocorrências. Cubatão igualou os números de 2025 e teve três casos positivos de dengue em 2026, sem óbitos. A Prefeitura explica que os dados são apenas de janeiro deste ano, pois, devido a problemas técnicos, não houve atualização neste mês. Não há registros de chikungunya ou zika no período, tanto em 2025 quanto em 2026. Já Guarujá registrou 40 casos de dengue neste ano, sem óbitos. No mesmo período de 2025, foram 62 casos. Em Bertioga, foram registrados dois casos de dengue em 2026, contra sete no mesmo período do ano passado. Chikungunya e zika não tiveram confirmações em 2025 e 2026. Em Mongaguá, apenas um caso confirmado. No mesmo período do ano passado, foram dois. Não há registros de zika ou chikungunya até o momento. Peruíbe registrou três casos de dengue, nenhum de chikungunya e zika. Não houve óbito confirmado ou em investigação. Em 2025, foram registrados 25 casos e um óbito nas primeiras seis semanas do ano, sem ocorrências de chikungunya ou zika. Em Itanhaém, foram confirmados 15 casos de dengue e há um óbito em investigação. Também foi confirmado um caso de chikungunya. No mesmo período de 2025, foram diagnosticados 22 casos de dengue e três de chikungunya. Exceção São Vicente foi a única cidade a registrar um pequeno aumento nos casos de dengue: foram 58 nos primeiros 45 dias deste ano contra 44 no mesmo período do ano passado. Não houve confirmações de zika ou chikungunya. Ano passado foram quatro casos de chikungunya no período.