Vacina contra dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos está disponível em unidades de saúde (Vanessa Rodrigues/AT) O sorotipo 3 do vírus da dengue voltou a circular no Brasil após quase 17 anos. São Paulo é um dos estados onde reapareceu com mais força nas últimas semanas. Quem ainda não pegou a doença com esse tipo do vírus está sujeito a ser infectado por ele. Nenhuma das cidades da Baixada Santista relatou, até o momento, casos do tipo 3. Com esse temor, o Governo Estadual lançou o Plano de Contingência das Arboviroses Urbanas 2025/2026. Ele contém estratégias, ações e recomendações para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana. A Vigilância Epidemiológica do Estado destacou que o sorotipo 3 tem prevalecido sobre os outros três desde o final do ano passado. A chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiros, afirmou que o sorotipo 3 preocupa, pois “estudos indicam que ele pode trazer mais riscos à saúde. Caso a pessoa tenha tido dengue dos tipos 1 ou 2 e, posteriormente, entre em contato com o vírus 3, a resposta do sistema imunológico será muito mais agressiva para eliminar esse patógeno”. Os sintomas são os mesmos, como febre alta e dores no corpo e atrás dos olhos. “A pessoa fica mais prostrada, e podem surgir manchas vermelhas na pele. No caso do tipo 3, há relatos de fortes dores abdominais, vômitos e sangramentos, inclusive nas mucosas”, afirmou. Para combater a proliferação do Aedes, a Prefeitura tem feito mutirões. O próximo deve ocorrer nesta quarta-feira (22). O Município realiza avaliações de densidade larvária, visitas domiciliares, ações educativas em escolas, nebulização e desinsetização em bairros. A Cidade também mapeia criadouros e usa armadilhas espalhadas pelo território. Controle de possíveis focos do mosquito transmissor é uma medida (Alexsander Ferraz/AT) Prefeituras mencionam estratégias Nenhuma das prefeituras que responderam à Reportagem disse ter registrado casos de dengue pelo sorotipo 3 neste ano. Em São Vicente, a Secretaria de Saúde realiza ações preventivas contra arboviroses — doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos, por exemplo — por meio da Vigilância de Zoonoses. A Secretaria de Saúde de Itanhaém disse que o sorotipo 2 predomina na Cidade. Intensificaram-se visitas a imóveis, fiscalização de denúncias e aplicação de larvicidas. Na próxima semana, haverá aplicação de inseticidas e larvicidas em ferros-velhos e recicladoras. Em fevereiro, Itanhaém iniciará Avaliação de Densidade Larvária (ADL) para mapear áreas de risco e intensificar ações nos locais e treinará agentes de endemias. Em Bertioga, o sorotipo predominante também é o 2. A Prefeitura de Mongaguá informou que, neste ano, foram registradas 28 notificações de possíveis casos, das quais dez de outras cidades, com um teste de resultado positivo e dois aguardando confirmação ou descarte. O Serviço de Vigilância Epidemiológica de Cubatão informou que o tipo 1 predomina na Cidade. Além da sorologia (tipo de vírus), são investigadas formas graves de dengue gestantes, crianças e puérperas. A Prefeitura de Peruíbe destacou que os sorotipos 1 e 2 circulam. O Município é uma unidade sentinela: envia amostras de pacientes com sintomas de dengue para detecção precoce de sorotipos. Há prevenção e combate ao mosquito transmissor, como visitas domiciliares e ações em escolas. Praia Grande e Guarujá não responderam.