[[legacy_image_42697]] Um lugar onde há acolhimento e é possível conversar sobre problemas, angústias e soluções para quem está dentro do caos e não enxerga uma saída. Essa é a proposta do projeto Maria Maria, realizado pela Central Única das Favelas (Cufa) da Baixada Santista. Ele foi retomado semana passada, após um período paralisado devido à pandemia. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com o tema 'Não Vamos Desistir', mulheres da periferia se reuniram num espaço de escuta para ouvir histórias e trocar experiências sobre como lidar com as mazelas do cotidiano para se fortalecer. “Eu estava cansada de ficar em casa. Sem poder ir para a escola nem ter contato com as pessoas, me sentia um pássaro na gaiola. O encontro serviu para ver que existem outras Marias na mesma situação. Não estamos sós e podemos nos ajudar”, conta Regina Celia Bitencourt, de 63 anos. Ela atuava como monitora de um colégio em São Vicente e gostou muito da experiência. “Além de voltar, penso em ver como posso participar mais, sendo voluntária e ajudando outras mulheres”. A psicóloga voluntária do projeto, Elisa Souza, explica que a primeira reunião serviu para fazer algo diferente com as mulheres em situação vulnerável. “Tínhamos pessoas de luto ou com parentes internados pela covid. Então, usamos esse tema para que elas encontrassem uma forma de nunca desistir”. Além da conversa com a psicóloga, as 20 participantes do encontro receberam orientações de como obter benefícios sociais e leis trabalhistas. Elisa explica que a intenção é ampliar o atendimento. Porém, para que isso ocorra, há necessidade de mais voluntários aderirem ao projeto. Quem quiser integrar o Maria, Maria pode procurar a sede de Cufa.