Em operação desde 1926, a Henry Borden é considerada um dos símbolos da engenharia brasileira (Alexsander Ferraz/AT) Um século depois de começar a transformar a força das águas em energia, a Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão, celebrou, neste sábado (7), seus 100 anos. A cerimônia reuniu autoridades e trabalhadores para homenagear o passado e projetar o futuro de um dos maiores símbolos da engenharia brasileira. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O diretor-presidente da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), Rafael Strauch, lembrou que mais de 6 mil homens participaram da construção. “Estamos diante de uma demonstração de visão, ousadia e confiança no futuro”, afirmou. O projeto aproveitou o desnível de aproximadamente 720 metros da Serra do Mar, e a primeira turbina entrou em operação em 1926. O diretor de Operações da Emae, Fernando Luiz Fernandes, destacou que equipamentos originais seguem funcionando graças à manutenção e ao conhecimento transmitido entre gerações. “É celebrar muito mais do que uma única usina hidrelétrica”, disse. A cerimônia também homenageou antigos profissionais e marcou a apresentação de um livro sobre o centenário. Para o prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), a história da usina se confunde com a da Cidade. Ele recordou as visitas escolares que fazia ao complexo na infância e defendeu a retomada dos passeios educativos e o incentivo ao turismo industrial. “Ela é hoje um patrimônio de Cubatão”, afirmou. A secretária estadual de Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marília Marton, destacou o potencial histórico e educativo do espaço. Para ela, aproximar as crianças da memória da usina também estimula o interesse das famílias. “A cultura faz com que a gente traga as crianças no educativo, e depois as crianças tragam seus pais”, disse. A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, ressaltou a importância de Henry Borden para a segurança energética e hídrica. Segundo ela, a recuperação dos rios e o avanço do saneamento poderão ampliar o aproveitamento das águas e beneficiar a Baixada Santista. Autoridades e convidados participaram do evento comemorativo (Alexsander Ferraz/AT) O diretor-presidente da Sabesp, Carlos Augusto Piani, apontou a integração com a Emae como estratégica. Estudos internos indicam potencial de ampliar em até 52% a reservação hídrica da Grande São Paulo, no médio e longo prazo, mediante investimentos e atendimento às exigências ambientais.