[[legacy_image_121352]] Funcionários da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, paralisaram por duas horas as atividades no local na manhã desta segunda-feira (8), em solidariedade aos caminhoneiros, em greve desde a semana passada, e também devido ao rompimento de um contrato da Petrobras com uma empresa terceirizada e que pode resultar na demissão de 150 trabalhadores. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), houve adesão de 100% dos funcionários do turno, que ficaram de braços cruzados entre 7h e 9h em uma das portarias da empresa. Também participaram da manifestação representantes dos sindicatos dos Metalúrgicos e dos Trabalhadores da Construção Civil. Segundo o diretor do Sindipetro-LP, Fábio Mello, o objetivo é convencer a Petrobras a manter os empregos dos 150 profissionais que eram ligados à terceirizada que teve o vínculo rompido. "Não há laços da Petrobras com as contratadas e os trabalhadores não têm culpa disso. A Petrobras terá que contratar uma outra empresa e pedimos que esses 150 pais de família sejam considerados para os novos postos". Mello ainda reforçou a solidariedade aos caminhoneiros. "Estamos parabenizando os caminhoneiros pela greve. A gestão da Petrobras e o governo Bolsonaro precisam fazer uma escolha, não podemos praticar o preço do combustível em dólar, queremos que a planilha seja nacionalizada, afinal todos nós recebemos em reais". Em nota, a Petrobras esclarece que realiza a contratação das empresas prestadoras de serviços e que "não interfere nas relações entre as empresas contratadas, seus trabalhadores e sindicatos". A companhia ressalta ainda que contratos de serviço da empresa estão em conformidade com a legislação vigente e que a refinaria segue operando normalmente.