Super El Niño, ciclone-bomba, tempestades e ventania que ultrapassa os 100 km/h. São termos que têm preocupado quem vive na Baixada Santista, em meio à ocorrência de eventos extremos e aos impactos das mudanças climáticas. Para debater sobre como os municípios podem se adaptar a elas, começa nesta quarta-feira (19), em Cubatão, o 2° Simpósio das Cidades Brasileiras – Árvores do Mundo, que reunirá gestores e especialistas para debater arborização urbana, adaptação às mudanças climáticas e saídas sustentáveis. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O evento ocorre no Bloco Cultural da Prefeitura e vai até sábado (22). Integra o programa internacional Tree Cities of the World (Cidades Árvores do Mundo), desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (Sbau), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela ArborDay Foundation. Entre os objetivos, estão a troca de experiências e soluções baseadas na natureza, fortalecendo políticas públicas desse tema. A primeira edição ocorreu entre 18 e 21 de agosto do ano passado, em João Pessoa (PB). Com o tema Árvores como Infraestrutura Estratégica das Cidades: Governança Climática, Justiça Socioambiental e Inteligência Territorial para a Adaptação Urbana, o simpósio terá debates sobre arborização e adaptação climática, políticas públicas e financiamento verde, tecnologia aplicada à gestão das árvores, saúde urbana, desigualdades socioambientais e conservação da biodiversidade. A programação dos primeiros dias tem apresentações culturais, mesa de debate com prefeitos, cerimônia de entrega dos certificados Tree Cities of the World e eixos temáticos. No último dia, haverá atividades ao ar livre. Estão previstas visitas técnicas a parques, a uma usina e passeios de canoa e de catamarã. As inscrições para o simpósio já estão encerradas. Reconhecimento Cubatão integra o Tree Cities of the World, que reconhece municípios comprometidos com a gestão, o planejamento e a expansão da arborização urbana. O programa dá diretrizes para políticas de silvicultura urbana, incentivando práticas sustentáveis capazes de gerar benefícios ambientais, sociais e econômicos.