“Professor é uma das pessoas mais importantes na vida. Seja pelo olhar diferente ou pela maneira de tratar. Tudo isso muda a vida de um aluno”. Assim diz a professora Caroline Menezes Roldan, que dá duro para lecionar Ciências e Iniciação nas unidades municipais de Educação (UMEs) Henry Borden e Dr. Luiz Pieruzzi Netto, em Cubatão. Ela desenvolve atividades de educação financeira com alunos do Ensino Fundamental II com jogos pedagógicos. E, por causa disso, ela está entre os 30 finalistas do 1º Prêmio Educador de Valor, promovido pelo Instituto Brasil Solidário (IBS). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A premiação reconhece educadores da rede pública que utilizam esses jogos como ferramenta de aprendizagem. Entre os critérios avaliados, estão a continuidade das atividades, os registros das ações, a qualidade pedagógica e o engajamento dos estudantes. O resultado deve sair em novembro. Caroline concorre com um trabalho que busca desenvolver, entre os alunos, habilidades cognitivas e socioemocionais e estimular a responsabilidade na tomada de decisões financeiras. Para ela, a formação da Secretaria de Educação foi fundamental para incorporar novos conhecimentos à rotina escolar. A educadora trabalha na secretaria desde 2004 e passou a dar aulas em 2012. Porém, a vontade pelos números surgiu após a aplicação de cursos de formação oferecidos pela pasta, como os de Alfabetização e Letramento Matemático, Matemática nos Anos Finais, Introdução à Educação Financeira, Comportamento Financeiro e metodologias de aprendizagem por meio de jogos. A partir disso, Caroline passou a utilizar dois jogos pedagógicos de tabuleiro produzidos pela BethaGames: o Piquenique e o Bons Negócios. No primeiro, os estudantes precisam tomar decisões relacionadas ao consumo e às finanças pessoais. O objetivo é administrar o dinheiro disponível para chegar ao parque com o suficiente para comprar os alimentos escolhidos e, ao mesmo tempo, terminar a atividade com a maior quantia possível. O Bons Negócios é um jogo de cartas que trabalha conceitos de negociação, empreendedorismo e investimentos. “Eles amam esses jogos, ficam muito empolgados e traçam estratégias para ganhar. (...) Os alunos também fazem pesquisas sobre Bolsa de Valores, investimentos no Brasil, o que vale mais a pena, até fazem pesquisas com os adultos da escola. Muitas pessoas não sabem o que são investimentos. Então, tanto as crianças quanto nós, adultos, estamos aprendendo juntos.” Para Caroline, trabalhar educação financeira desde os primeiros anos ajuda os estudantes a desenvolver autonomia para fazer escolhas. “Quando o educador tem acesso a novas ferramentas, metodologias e conhecimentos, isso chega diretamente à sala de aula”, considera a diretora de Ensino da Secretaria de Educação, Lucia Peralta.