Petrobras prevê investir em transição energética na refinaria de Cubatão (Alexsander Ferraz/ AT) Um novo modelo de desenvolvimento industrial compatível com a preservação do ambiente e com a qualidade de vida da população, a fim de reverter a queda no faturamento e o fechamento de empregos. Esse foi um dos objetivos traçados para gerar produção e emprego no Polo Industrial de Cubatão e fortalecer a economia da Baixada Santista, discutidos na manhã deste sábado (18) no campus cubatense do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado (IFSP). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O debate, denominado Neoindustrialização, Emprego e Futuro do Polo Industrial de Cubatão, resultou na elaboração de um documento com propostas de fortalecimento econômico regional e orientação de políticas públicas de desenvolvimento sustentável. Por se tratar de ano eleitoral, o texto deverá ser entregue aos futuros candidatos à Presidência e ao Governo do Estado. O encontro foi promovido por entidades como o Instituto Telma de Souza e o Instituto Caiçara. Neoindustrialização designa o desenvolvimento de atividades industriais mais voltadas aos avanços tecnológicos. Um desafio citado nos debates de ontem é conduzir esse processo sem afetar a produção industrial existente na Cidade. Manter a base Para o secretário de Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo de Cubatão, Fabrício Lopes, a neoindustrialização abrange questões estruturais que passam pela capacidade do País de fortalecer sua base produtiva e tecnológica. “Falar em industrialização é falar também de base tecnológica, daquilo que o Brasil está desenvolvendo para poder gerar produtos e serviços para a sua população, e não apenas ser um consumidor daquilo que o mundo produz”, considerou Lopes. “Esse processo precisa ser conduzido sem comprometer a produção existente, já que diversas cadeias produtivas no País dependem diretamente da indústria de base instalada em Cubatão”, acrescentou o secretário. Neoindustrialização, Emprego e Futuro do Polo Industrial de Cubatão: encontro foi no Instituto Federal (Sílvio Luiz/ AT) Investir e empregar O presidente do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista (SindQuim), Herbert Passos Filho, avaliou que a perda de competitividade da indústria nacional leva ao fechamento de empregos. Citou altos custos logísticos e baixa qualificação profissional. E, sem novos investimentos na região, “não tem emprego novo. Nem o velho a gente mantém”. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Montagem Industrial da Baixada Santista, Jocenita Silva, destacou a necessidade de preservar os postos de trabalho existentes enquanto se busca retomar o crescimento. Aportes previstos pela Petrobras para a Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, e projetos ligados à transição energética podem impulsionar a geração de empregos para trabalhadores locais, analisou o diretor licenciado do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, Fábio Mello. Em conjunto A neoindustrialização cubatense “não é uma decisão que depende apenas da Prefeitura, mas de uma construção conjunta com governos, indústria, trabalhadores e sociedade civil”. Assim disse a procuradora municipal Paula Ravanelli, membro do Instituto Telma de Souza. O secretário Fabrício Lopes acrescentou que Cubatão pode ter ganhos por sua localização, perto do maior mercado consumidor do País e do Porto de Santos. Para ele, isso ajuda em termos de competitividade e pode favorecer a atração de investimentos à Cidade.