[[legacy_image_52981]] O amor está no ar e o Dia dos Namorados se aproxima. No Hospital de Cubatão, o clima de amor e paixão não é diferente. Em um lugar que geralmente remete à coisas negativas, o amor vence: Joanita da Silva Bispo, de 36 anos, vai se casar nesta quarta-feira (9). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A noiva mora em Cubatão com Erivaldo Manoel da Silva há 18 anos e casar com ele sempre foi um de seus maiores sonhos. Ela, que é paciente de insuficiência renal crônica desde julho de 2020, faz hemodiálise na unidade de saúde cubatense três vezes na semana, por cerca de quatro horas em cada sessão e já havia desistido do seu grande sonho por conta das dificuldades. "Foi um pouco dificil pra mim, doença ninguém espera né? Mas foi bem complicado porque minha irmã faleceu desse problema há 3 anos", desabafou. Joanita está aguardando a autorização do hospital para realizar o transplante de rim. A cirurgia inicialmente estava marcada para abril, mas por conta da pandemia precisou ser adiada. A doadora será uma de suas irmãs. Joanita e Erivaldo eram vizinhos e se conheceram em Cubatão ainda nos anos 90, quando ela tinha 12 anos: "a gente se conheceu ainda criança, eu vim da Bahia e ele do Recife, eu tinha uns 12 anos e era bem molecona. Em 2003 a gente se conheceu pra valer e uns meses depois resolvemos morar juntos. Ele é muito engraçado, muito brincalhão, adora brincar com as crianças", contou ela. Por meio da campanha "O que importa para você?", a equipe do Hospital de Cubatão decidiu realizar este sonho, e Joanita se casará, com toda a segurança necessária. O vestido, o terno e as alianças serão oferecidos pelo hospital. A dama de honra e o pajem serão os filhos mais novos do casal, o padrinho será o filho mais velho e um pastor da igreja de Joanita selará a união. A cerimônia será restrita a apenas quatro irmãs, uma sobrinha, os filhos e as madrinhas, amigas de Joanita. "Sempre sonhei em me casar de noiva, aquela coisa 'chiquetosa', sempre quis. No começo eu nem acreditei, mas fiquei muito feliz e ansiosa". "Eu to muito feliz né? Esse tipo de sonho, no meio da pandemia, é só para quem crê em Deus mesmo e acredita que um sonho possa se realizar, porque condições eu não tinha no momento", finaliza Joanita.