[[legacy_image_133494]] Tremores, rachaduras e móveis danificados têm assustado moradores do Conjunto Habitacional Mário Covas, localizado na Vila Natal, em Cubatão. De acordo com os residentes, os problemas estruturais começaram a aparecer, neste mês de dezembro, com o avanço de uma obra nas proximidades. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A auxiliar de serviços gerais Marjory Gomes da Silva, de 27 anos, relatou para A Tribuna que tem notado o prédio onde mora tremer, assim que as escavadeiras, tratores e caminhões começam as atividades. Ela relata, também, que apareceram rachaduras na parte superior e inferior do imóvel. "Está assustador. Na minha casa, tem pedaço de gesso caindo. É máquina das 7h às 17h. A cama, o vaso sanitário e o sofá tremem, e muito forte. Eu moro nesses prédios há 21 anos e nunca aconteceu isso", afirma Marjory. A moradora Creusa Maria, de 64 anos, também percebeu a casa onde mora chacoalhando com o decorrer das obras, assim como móveis saindo do lugar. "Vi móveis saindo do lugar, armário da cozinha com as portas emperradas, meu painel saindo da parede. A gente fica preocupado. Eu deito para dormir e não sei se vou acordar com as coisas no lugar. Enquanto estamos acordados, ainda da para tentar fazer alguma coisa, mas dormindo não tem como", desabafa. [[legacy_image_133495]] Não apenas os móveis, mas a saúde dos moradores também têm sido afetada. A dona de casa Cristiane Lima, de 44 anos, relata que tem sofrido com crises de labirintite durante o período. Moradora do conjunto desde 2003, ela teme pelo desabamento dos prédios. "Estou apavorada. Você não sabe o que é acordar com um prédio balançando. Tem morador com muito medo. A gente não está dormindo. Tem muita rachadura, as garagens afundaram, o batente da minha porta soltou. Caiu uma caixa de gesso que mandei fazer. A gente está sofrendo demais", conta a moradora de Cubatão. CDHU cobra providênciasEm nota, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) afirma que os problemas são causados por uma obra administrada pela Prefeitura de Cubatão. O Executivo, de acordo com o órgão, visa fazer um aterro ao lado do Conjunto Mário Covas, entregue pela companhia há 19 anos. A CDHU confirma que os motivos dos impactos são o tráfego de caminhões e maquinários pesados em operação na execução do aterro. A companhia afirma que já notificou a Prefeitura para adotar providências junto à empresa contratada. O órgão estadual informou, ainda, que está contratando um consultor especialista em estruturas para diagnosticar a situação dos prédios impactados pelas obras. Prefeitura convoca moradoresA Secretaria Municipal de Obras de Cubatão afirmou, em nota, que, nesta terça-feira (14), terá uma reunião com moradores do Conjunto Habitacional Mário Covas para prestar esclarecimentos. Segundo a pasta, antes do início das obras, a Prefeitura já havia constatado que os imóveis estavam com rachaduras, não tendo relação com as obras em andamento. Os serviços no terreno ao lado do conjunto habitacional começaram em 4 de outubro. De acordo com a Prefeitura de Cubatão, o objetivo é preparar o terreno para construir novos conjuntos habitacionais no local.