[[legacy_image_19231]] A espera por um doador com 100% de compatibilidade com Yasmim Marques Brito terminou. Após os pais da menina de 7 anos e a irmã de 1 ano realizarem teste para saber se poderiam ser doadores de medula óssea para a criança, o resultado foi positivo para a caçula, Ana Lívia. Isso significa que ela poderá ser submetida ao transplante, na esperança de ser curada da Leucemia Mieloide Aguda (LMA), doença rara que acomete a produção de células do sangue, e normalmente afeta idosos. A mãe de Yasmim, Daniela Marques de Araujo Brito, conta que esta é a segunda vez que sua filha precisa enfrentar a doença. Moradora de Cubatão, a família buscou atendimento no hospital do Graacc, em São Paulo, para que a pequena pudesse receber atenção especializada. Ela chegou a ser curada, em outubro do ano passado, mas a doença voltou mais forte neste mês, com prazo de três meses para encontrar um doador 100% compatível, e uma chance de apenas 30% de encontrar esse doador nos bancos nacionais e internacionais. “Ficamos maravilhados pela notícia”, diz Daniela. “A probabilidade de a irmã ser compatível era bem pequena, porque normalmente irmãos são só 25% compatíveis, e os pais 50%, eu achei que seria eu ou o pai. A médica disse que as células delas são idênticas, o que é muito raro”, relata. O transplante deve ser realizado até março. Até lá, Yasmim passará por especialistas para um ‘pré-transplante’. Para que a cirurgia possa ser feita, é preciso que ela recupere a imunidade, que ficou mais baixa por conta das sessões de quimioterapia. [[legacy_image_26607]] A doadora, Ana Lívia, está dentro dos requisitos para poder doar a medula para a irmã. No fundo, a mãe das meninas já esperava pela notícia “Foi uma gravidez inesperada e eu tive complicações no fim que quase me fizeram perdê-la, mas ela nasceu perfeita, cheia de saúde”, emociona-se. Leucemia Mieloide Aguda A doença foi percebida pela mãe de Yasmim em fevereiro de 2019. Ela notou manchas rosadas em um dos olhos da menina, que foram inchando com o passar dos dias. Após a descoberta da Leucemia Mieloide Aguda, a criança foi submetida à quimioterapia. A doença é mais comum em idosos.