[[legacy_image_310760]] Com uma carreira brilhante e 24 anos, a jovem cubatense Mayara Andrade foi uma das quatro pessoas escolhidas na região Sudeste para participar do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil 2023 (MICBR), que acontece até este domingo (12), em Belém do Pará. Atriz, educadora, produtora e gestora cultural, Mayara participa, no evento, de rodadas de negócios com mais de 150 compradores do mundo inteiro, representando oficialmente o Festac - Festival Internacional de Teatro e Artes Integradas de Cubatão. Ela também leva materiais do espetáculo premiado Vila Parisi, que neste ano recebeu um prêmio Shell, na categoria “Energia que vem da Gente”, além de materiais do Ponto de Cultura Galpão Cultural, do Parque Anilinas. AmbiçõesE cheia de ambições, ela conta à Reportagem que deseja que a cidade onde vive seja cada vez mais reconhecida. “Cubatão é conhecida como o maior Polo Industrial da América Latina e o meu objetivo é construir uma Cubatão que seja conhecida como o maior polo criativo da América Latina, pois temos potência, talento e possibilidades para isso”. Em Belém do Pará, ela conta que tem vivido muitas experiências, e que tem tido contato com toda a cadeia produtiva do Brasil e do mundo. Lá, Mayara está tendo a possibilidade de negociar parcerias e contratos com pessoas de diversos lugares. “Conviver com essas pessoas (...) está expandindo muito o meu olhar para o que a gente pode realizar em Cubatão”, conta. E Mayara segue otimista para o futuro da arte na Baixada Santista. “Olha, no momento eu me sinto muito feliz e realizada, inspirada, otimista, animada, sentindo que o que vem pela frente é um caminho cheio de colheita, prosperidade e abundância para todo o setor cultural de Cubatão”, conclui. MICBRSegundo o Ministério da Cultura, o objetivo do evento, que está em sua terceira edição, é fomentar e impulsionar o crescimento dos setores criativos, facilitar a circulação de bens e serviços culturais, estimular a internacionalização da produção cultural nacional e promover a profissionalização dos agentes culturais brasileiros. Além disso, o Mercado reúne empresas, criadores e empreendedores de 15 setores: Áreas Técnicas, Artesanato, Artes Visuais, Audiovisual & Animação, Circo, Dança, Design, Editorial, Gastronomia, Hip Hop, Jogos Eletrônicos, Música, Moda, Museus & Patrimônio e Teatro. Ainda segundo o ministério, a economia das indústrias criativas desempenha um papel fundamental na promoção da cultura e na formação de mão de obra qualificada. À medida que esses setores continuam a crescer e inovar, o Brasil se beneficia economicamente, culturalmente e socialmente. Economia criativaA economia criativa é mais robusta do que indústrias tradicionais como a têxtil e a de eletroeletrônicos, gerando emprego e renda, com remuneração superior à média do mercado de trabalho brasileiro. No Brasil, ela é responsável por 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 7,5 milhões de pessoas nas mais de 130 mil empresas formalizadas. Em suas duas primeiras edições, realizadas em 2018 e 2021, o MicBR alcançou resultados expressivos. Em 2018, em edição presencial, o evento gerou o equivalente a R\$5,5 milhões de dólares durante as rodadas de negócios, com a perspectiva de geração de outros R\$55 milhões nos 12 meses seguintes.