[[legacy_image_310081]] A faxineira Maria Lúcia Rodrigues, de 65 anos, moradora do bairro Bolsão 8, em Cubatão, mantém a expectativa por um desejo especial: uma festa de casamento com o companheiro de 40 anos de convivência. Ela, no entanto, apresenta um quadro de câncer no cérebro em estágio avançado e sonha com um possível último momento de alegria. Enquanto isso, a família busca recursos para viabilizar o sonho. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Ela só fala nisso. Sabe da gravidade do problema dela, que está numa “contagem regressiva”, porque os médicos tiveram que abrir o jogo. Pois, independente da gravidade, minha tia está muito lúcida”, conta a sobrinha, a cozinheira Mayara Alves Silva. Segundo ela, a batalha de Maria Lúcia contra o câncer dura alguns anos, e em diferentes versões. “Há dois anos atrás, ela teve o primeiro câncer, de mama, que conseguiu vencer. Há pouco mais de um ano, teve outro, na garganta, que desestabilizou tudo. Tempos depois, após vencer esse segundo tumor, achamos que ela havia tido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A levamos ao Hospital Guilherme Álvaro (HGA) e começaram a vasculhar, quando descobriram que não era um AVC, mas um tumor no cérebro”, relata. Com o agravamento do quadro, há paralisia de braços e pernas e, segundo os médicos, um prognóstico de poucos meses de vida. Essa “contagem regressiva” cruel, no entanto, acelerou a concretização de um sonho que a vida adiou: o casamento dela com o pedreiro Marcos Aurélio Azevedo Goes, de 58 anos. E veio a ideia da vaquinha on-line. “Criei o link há menos de uma semana e a vaquinha está andando. Já arrecadamos cerca de R\$ 600, mas, pela pressa que temos, por conta da saúde da minha tia, torcemos para que mais gente participe o quanto antes”, pondera. A meta é de R\$ 15 mil, mas a família já se diz feliz se metade do valor for obtido. A festa Os planos para a celebração estão prontos. A cerimônia será acompanhada de uma festa simples, mas com muito samba, uma paixão da noiva. “A gente pensou em alugar um lugar por conta das pessoas, pois a família é grande. Ou fazer na casa da filha dela. Mas aí tem os custos, né? E nem vai ter bebida alcoólica. Também tem docinho, bolo. Se a gente conseguisse um buffet, seria perfeito” especula. E o noivo nessa história? De acordo com Mayara, Marco Aurélio compartilha o entusiasmo da companheira. “Ele sabe que esse casamento é o que ela sempre quis, e hoje, diante de tudo, ele só quer que dê certo”. Sentimentos conflitantes Mayara admite que a situação gera sentimentos conflitantes: a empolgação em ajudar a realizar o sonho da tia, mas com um olhar para o futuro sem ela. “É uma mistura de querer realizar o sonho dela e ver ela feliz mesmo sabendo que podem ser os últimos sorrisos dela. E um medo gigante por estar dando os últimos abraços”, admite. Quem quiser ajudar na vaquinha, basta clicar neste link