O caso aconteceu na unidade do Magazine Luiza de Cubatão (Reprodução/Redes Sociais) Um suposto ex-policial militar de 57 anos foi preso em flagrante por dano com violência à pessoa ou grave ameaça após invadir uma unidade do Magazine Luiza, em Cubatão, com uma marreta. O acusado teria quebrado parte da unidade e ameaçado os funcionários por conta de uma panela de pressão elétrica que não conseguiu retirar por estar sem RG. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Portando uma marreta, o acusado quebrou as portas da unidade, invadiu o estoque e pegou a panela de pressão avaliada em R\$ 494,90. Em seguida, o homem alegou fazer uso de medicamentos controlados devido a problemas psiquiátricos, pagou a fiança e foi liberado para responder em liberdade. O caso aconteceu no último dia 12, uma quarta-feira, por volta das 17 horas. Funcionários ficaram apavorados e clientes foram liberados às pressas. Na ocasião, policiais militares (PMs) que estavam em patrulhamento foram chamados para atender o caso na unidade do Magazine Luiza que fica na Avenida 9 de Abril, no Centro. Procurado, o Magalu lamentou o ocorrido e informou que está colaborando com as autoridades na resolução do caso. Gerente relata o caso À polícia, a gerente da unidade da Magazine Luiza contou que o acusado esteve na loja há cerca de dois dias para retirar um produto que havia comprado pela internet. O homem relatou que, na loja de São Vicente, conseguia retirar os produtos mesmo sem documento pessoal e nota fiscal, mas não lhe foi permitido retirar a mercadoria na unidade. Em conversa com funcionários, ele chegou a declarar que, por ser ex-policial militar, não teria problema em liberar o produto sem documento. Em seguida, ameaçou falando que "para matar um, não teria problema algum se não tivesse o documento dele" e deixou a unidade. Mesmo assim, no dia seguinte, o suposto ex-PM retornou à loja pedindo desculpas ao estoquista. Segundo ele, as ameaças aconteceram porque estava embriagado no dia anterior. Mesmo assim lhe foi negado a permissão de retirar o pedido sem documento. Horas depois, voltou à unidade gritando e novamente ameaçando os funcionários. Na quarta-feira, 12 de março, o homem chegou já com a marreta e exigindo seu produto. Quando um funcionário pediu para que aguardasse, o homem bateu o objeto no chão. A gerente contou que liberou os clientes que estavam na loja, prevendo que algo ruim pudesse acontecer na unidade. A gerente e o funcionário foram para o estoque e fecharam a porta, ficando na parte superior da loja. O suposto ex-PM subiu até o local, quebrou as duas portas e causou mais danos. Uma outra funcionária descreveu que o homem pegou uma panela de pressão elétrica e desceu. Relato do suposto ex-PM Chegando no local, os policiais encontraram o homem na rua, enquanto os funcionários estavam dentro da loja, apavorados. O boletim de ocorrência descreve que o homem foi abordado aparentando estar transtornado, falando que não tinha feito nada demais e apenas retirou a mercadoria que era de seu direito. À polícia, o homem disse que comprou três produtos no Magazine Luiza, mas conseguiu retirar apenas dois na unidade de São Vicente com uma cópia de BO, pois tinha perdido seu documento. Em contrapartida, ao chegar à loja de Cubatão, a gerente negou a retirada. Em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), o homem retratou ter sido orientado a apresentar a cópia do BO para fazer a retirada. Também ressaltou que esperou 20 minutos até uma negativa e por isso ficou alterado. Além disso, o suposto ex-PM também confirmou que danificou a primeira porta, subiu o lance de escadas da loja, causou novos danos e retirou a panela que alegou ser sua. Medidas policiais Todas as partes foram levadas ao 1º Distrito Policial (DP) de Cubatão, onde foram colhidas as declarações, depoimentos e interrogatórios das partes. A perícia técnica foi solicitada para estudar os danos à unidade. A marreta foi apreendida e a panela de pressão foi devolvida à Magazine Luiza. O acusado foi preso em flagrante e foi indiciado pelo crime. Considerando os crimes de origem e as condições pessoais do indiciado, a autoridade policial considerou que ele se mostrou arrependido e confessou fazer uso de medicamentos controlados devido a problemas psiquiátricos. Sendo assim, o delegado enfatizou que esses fatores podem indicar que o episódio tenha sido um fato isolado. Por isso, foi arbitrada uma fiança no valor de meio salário-mínimo nacional. O homem pagou e foi liberado em seguida.