[[legacy_image_284003]] Símbolo da comunicação não violenta, uma 'girafinha' tem cativado os funcionários do Hospital Municipal de Cubatão, na Baixada Santista. Ela tem como principal objetivo promover o Movimento de Comunicação Efetiva Não Violenta e Humanizada dentro do hospital. A girafinha, que ainda não tem nome, pois os funcionários estão fazendo diversas sugestões que serão sorteadas em breve, é apenas o passo inicial. De acordo com o médico ginecologista obstetra e também diretor técnico do Hospital Municipal, Newton Tomio Miyashita, ela terá outras fases como a adolescência e a vida adulta. O médico, que tem mais de 40 anos de profissão, diz que a comunicação é um dos principais meios para evitar acidentes médicos - e até mesmo óbitos. De acordo com ele, quanto mais trocas de informação, melhor é para o hospital e para os pacientes. “Pensando nisso, iniciei lá no interior de São Paulo, o movimento de comunicação efetiva não violenta e humanizada. Porque não adianta nada eu ser um médico obstetra e estar falando aqui e você não entender nada”, explica. Newton ainda diz que a comunicação no ambiente hospitalar não é apenas o que é dito, mas o que é entendido. E isso se estende até para as receitas médicas - que, às vezes, vem com uma letra difícil de compreender. “Se o profissional falha na escrita ou na fala e o paciente não entender, pode ocorrer o uso de medicamentos errados e até mesmo óbito”. Para o obstetra, essa é uma missão importante e ele tem muitas expectativas de trazê-la para a realidade, pois os pacientes e os funcionários merecem receber seus direitos e serem tratados com muita dignidade e afeto. Porque, segundo ele, na área da saúde uma comunicação não efetiva, pode custar a vida de alguém. E bom… a pequena girafinha vai sempre lembrar a todos sobre isso.