[[legacy_image_227767]] A auxiliar de limpeza Taiani Alves, de 33 anos, está vivendo um drama. Demitida há quase um mês do serviço em Cubatão, ela ainda não recebeu as verbas rescisórias. A cada dia, ouve uma promessa diferente a respeito de prazos de pagamento em contatos por Whatsapp. A história se repete com outras ex-funcionárias. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Tudo isso está mexendo com minha saúde mental. Não posso ficar com uma mão na frente e outra atrás", afirmou a mulher, que é solteira, tem dois filhos e mora com a mãe doente no Bolsão 9. "É uma falta de respeito que eles fazem com os funcionários", emenda. A empresa - Grupo Safe - presta serviço para as escolas municipais de Cubatão. Taiani trabalhou como auxiliar de limpeza por 1 ano e 9 meses em várias unidades de ensino da cidade, de acordo com a escala montada. "Trabalhei e me dediquei para, no fim, ser prejudicada", reclama. A auxiliar conta que, além dela, outras duas mulheres ainda não receberam os valores da rescisão. Por sua vez, outras duas conseguiram essas verbas, mas sem o FGTS que não estava depositado. "Preciso comer e pagar as contas", lembrou. Outra que está com o mesmo problema é Suany Rodrigues, de 22 anos e com uma filha. Ela, que também mora em Cubatão e que trabalhava como auxiliar de limpeza, afirma que a empresa anunciou que as verbas rescisórias seriam pagas em 22 de novembro, mas isso não aconteceu. "Quando eu vi que eles estavam enrolando para pagar, eu entreguei a casa na qual eu estava morando de aluguel e voltei para a casa de minha mãe", conta a moça, que também alega atraso no pagamento do FGTS. A Reportagem entrou em contato com o setor de Recursos Humanos, que conversa frequentemente com as ex-funcionárias em razão do caso. No entanto, a orientação era que a empresa fosse procurada via e-mail. Até a publicação desta matéria não houve resposta. A Prefeitura de Cubatão também foi procurada e, em nota, informou vai apurar o porquê do não pagamento da referida rescisão, visto que, por parte da Prefeitura, todos os pagamentos às empresas terceirizadas estão em dia. A Prefeitura ressalta ainda que, ao ser contratada, a terceirizada precisa apresentar certidão para provar situação regular, incluindo a certidão negativa de débitos trabalhistas. Na última medição realizada, há aproximadamente 15 dias, não foram constatadas irregularidades.