[[legacy_image_280043]] “Às vezes a gente não consegue nem chorar para fora, mas por dentro estamos sempre chorando”, essas foram as palavras que Nilton Oliveira, pai de Stephanie Oliveira, que morreu no último dia 23, em um acidente na Rodovia Anchieta. (Veja o vídeo mais abaixo) Dezenas de pessoas se reuniram no bairro Fabril, em Cubatão, perto da rodovia, na tarde deste domingo (9), para chamar atenção de autoridades sobre o trágico acidente que matou a dentista Stephanie Oliveira e o motorista de aplicativo Caio Morales durante uma corrida de São Paulo até Cubatão, cidade onde a mulher morava. Um dos organizadores do manifesto foi o representante comercial e tio de da dentista, Uilamis Santos, que ressaltou sobre a importância do ato. “Estamos em busca de melhorias para a rodovia. Talvez, uma outra via só para caminhões. Que pare com essa ‘Operação Subida’, que acaba forçando que os veículos leves trafeguem pela via (Anchieta). E queremos justiça,porque não foi um acidente, foi um crime”, pontua. A família de Caio também esteve presente na manifestação. Segundo Solange Morales, mãe da vítima, ela não conseguiu descer a serra pela rodovia onde o filho morreu, que para ela é um trauma. “Estamos aqui para que haja mais fiscalização. Para que as autoridades deem uma atenção e para que outras famílias não passem pela mesma situação que estamos passando”, conta. Solange ainda diz que o acidente poderia ter sido evitado se tivessem fiscalizado o veículo envolvido. “Se o caminhão tivesse parado lá na pesagem, isso não teria acontecido. Se ele não tivesse saído com excesso de peso, meu filho ainda estaria vivo”, conta. O pai de Caio, José Reinaldo Santos, também espera que as autoridades tomem providências. “Que isso não aconteça mais, porque estamos chorando a morte de nossos filhos. Meu filho tinha 33 anos e a passageira dele, 24. Então isso pegou todo mundo de surpresa. É lamentável, destruiu duas famílias”. Os familiares, amigos e moradores do bairro ficaram bastante comovidos com o ato, que relembrou as vítimas, sempre ressaltando o quanto eram esforçadas, queridas e o quanto tinham sonhos a realizar. Entre lágrimas, a avó de Stephanie, dona Janete de Oliveira, falou da neta com muita dificuldade. “Tiraram ela da gente. Tiraram ela e o motorista, que tinham toda a vida pela frente. Destruíram toda a família”. Os manifestantes entraram na Rodovia Anchieta, escoltados pela Polícia Militar Rodoviária (PMR), e percorreram a via de forma pacífica por cerca de um quilômetro, até a saída 54 da Anchieta, próximo de uma ponte onde outras duas pessoas morreram atropeladas por um caminhão no dia 19 de junho. No local, realizaram uma oração e soltaram balões em homenagem a Stephanie e Caio. [[legacy_image_280044]]