[[legacy_image_276451]] O muro da Unidade Municipal de Ensino (UME) Ulysses Guimarães, na Vila Natal, em Cubatão, foi quebrado há cerca de 20 dias e o buraco preocupa pais e responsáveis por alunos da escola. Segundo o professor Welinghton Ribeiro da Silveira, que é pai de ex-alunos e tio de dois estudantes, a escola recebeu uma obra vizinha e a empresa teria quebrado o muro. "A escola acomoda quase 900 alunos com idades entre 11 e 17 anos. (A derrubada do muro) a tornou ainda mais vulnerável a uma invasão. Nós, familiares, não conseguimos suportar a desordem", preocupa-se ele. Ele ressalta que o histórico de depredação na escola, inaugurada em 1999, é antigo e foi agravado nos últimos meses. "Nossa preocupação é que a violência tem afetado as comunidades escolares em todo o Brasil". A coordenadora de equipe Edna Soares Silva tem um filho no sétimo ano do ensino fundamental na unidade de ensino. Ela foi avisada pelo filho de que o muro estava quebrado e reforça o problema da falta de segurança. "A escola não é totalmente murada, o muro está quebrado. Qualquer pessoa pode entrar na escola, só tem uma entrada e uma saída. É difícil e, como qualquer um pode entrar, fica sujeito a qualquer coisa. Pode chegar alguém e fazer algo ilícito lá dentro. A escola tem que ser o lugar de segurança, nossos filhos estão lá", desabafa. Em nota, a Secretaria Municipal de Obras esclareceu que parte do muro precisou ser utilizado para que a empresa responsável pelas obras de urbanização da Vila Esperança adentrasse no terreno ao lado da escola com maquinário e materiais. O espaço, segundo a pasta, tem cerca de 10 metros e está fechado com tapumes, isolando a escola de qualquer contato com o terreno ou área externa do bairro. Ainda de acordo com a Secretaria de Obras, na área de construção serão erguidas duas novas unidades escolares futuramente.