[[legacy_image_244875]] As imagens de uma briga dentro de um avião da Gol antes da decolagem no último dia 2 de fevereiro viralizaram nas redes sociais. O vídeo foi gravado por outros passageiros, que iriam de Salvador (BA) até o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A vítima das agressões é uma moradora de Cubatão, na Baixada Santista. Ela contou para A Tribuna que pediu para passageira trocar de lugar, já que ela estava no seu assento. A cubatense alega ter sido ofendida e agredida por membros da família da passageira. A moradora de Cubatão contou à Reportagem que ela tinha reservado o assento na janela já há alguns dias. "Quando entrei no avião, vi uma moça no meu lugar e pedi por gentileza para ela sair. Ela disse que tinha uma criança especial e eu disse que havia comprado antecipadamente aquele lugar". A cubatense ressalta que, mesmo contrariada, a outra mulher sentou no lugar ao lado com a criança, que tinha cerca de dois anos de idade. Apesar disso, na janela da frente estava uma familiar dela, que começou as provocações. "Ela começou a me insultar. Disse que eu não ia sair dali pra nada. E continuou falando: 'deixa a bonitona ver as nuvens'. A briga se deu por causa da senhora que ficou me insultando e eu, como sou ser humano, respondi e ela não gostou". A advogada da vítima, Sabrina Bueno, conta que a família que agrediu sua cliente estava em 11 pessoas no avião. "Eles estavam distribuídos na aeronave, inclusive com assentos também na janela. Então, você vê que a situação não se deu exatamente pelo assento É porque eles queriam fazer da forma como queriam e passaram a insultá-la". O boletim de ocorrência foi registrado e fará parte da investigação do inquérito policial que foi aberto para apurar as lesões corporais na vítima e também o crime de ameaça, já que, segundo a advogada, a sua cliente foi ameaçada dentro do avião. "Disseram que quando eles chegassem em São Paulo, iriam atrás dela", ressalta. [[legacy_image_244876]] "O que interessa é a minha verdade. Estava no meu direito porque tinha comprado meu assento. Se ela tivesse pedido com educação, não teria acontecido aquilo tudo e talvez até tivesse mudado de ideia se a criança ficasse nervosa", relata a moradora de Cubatão. Sabrina ressaltou também que deve entrar com uma ação contra a companhia aérea, já que acredita que houve negligência por parte dos funcionários da Gol. "Esses atritos dessa questão de lugares é uma atribuição da tripulação. É parte do trabalho deles organizar os lugares, etc. Isso não foi feito, muito pelo contrário. Eles só interviram na situação quando ela já estava sendo agredida", reforça. A vítima, que havia comprado a passagem para pousar em Congonhas, foi realocada com sua família em um voo que iria de Salvador até Guarulhos, também em São Paulo, mais de duas horas depois. "Meu marido estava me esperando em Congonhas, estava com estacionamento pago e teve que ir até Guarulhos, que é bem longe", desabafa. Questionada pela Reportagem, a Gol informou, em nota, que a cena do vídeo que circula nas redes sociais aconteceu antes da decolagem do voo G3 1659 desta quinta-feira (02/02) entre Salvador (SSA) e Congonhas (CGH), em São Paulo. Ainda, a empresa afirmou que as pessoas que protagonizaram a cena de agressão foram desembarcadas e não seguiram viagem naquele voo. “Os dois grupos envolvidos viajaram na mesma data em voos diferentes com destino a São Paulo”. A Companhia também lamentou o ato de violência e reforçou que as ações realizadas pela equipe de tripulantes foram tomadas com foco na Segurança.