[[legacy_image_259088]] Localizada no sopé da Serra do Mar, de onde jesuítas, comerciantes, tropeiros, autoridades do reino tomavam fôlego para atingir o Planalto, Cubatão tornou-se um lugar de passagem desde os tempos do Brasil Colônia. O local onde se desenvolveu a Cidade, que completa hoje 74 anos, era conhecido por Piaçaguera. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Tudo começou pelo caminho das águas, partindo do Porto das Naus, em São Vicente, seguindo por Mar Pequeno, Canal dos Barreiros, Largo do Pompeba, Rio Casqueiro, Largo do Caneú, Rio Cubatão, Rio Mogi e Rio Perequê. Para alcançar o Planalto, seguia-se, no início, a trilha dos índios tupiniquins. Depois, através do Vale do Rio Perequê, o chamado Caminho do Padre José. Mais tarde, a Calçada do Lorena — à esquerda, a partir do Rio Cubatão — tornou-se o principal caminho entre o Litoral e o Planalto. Por pouco tempo, o povoado esteve elevado à categoria de município. Em 12 de agosto de 1833, a Regência Trina Permanente, instituída após a abdicação do imperador dom Pedro I, sancionou a Lei 24, que separou um terreno da Fazenda de Cubatão para fundar um povoado. O local, no entanto, não se desenvolveu e foi anexado a Santos em março de 1841. Antes disso, o Porto Geral de Cubatão teve a sua origem na primeira metade do século 18. Ao seu lado, desenvolveu-se um povoado. Era ali que as cargas e mercadorias trocavam as balsas que vinham do porto pelo lombo das mulas que formavam as tropas que subiam a Serra do Mar. Economia A economia se desenvolveu a partir da década de 1920, com as obras da Usina da Light e da Companhia Santista de Papel. A Via Anchieta (em 1947), a Refinaria Presidente Bernardes, a primeira grande do setor no País (em 1955), e a Companhia Siderúrgica Paulista, a Cosipa (atual Usiminas), em 1959, deram o impulso definitivo para a industrialização de Cubatão. Dezoito das 24 indústrias que formam o Polo Petroquímico foram abertas entre 1955 e 1975. Além da geração de empregos, a concentração industrial de Cubatão trouxe resultados importantes no fortalecimento da capacidade de arrecadação de impostos. A base de sustentação do Município é, ainda hoje, a arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A emancipação política aconteceu em 9 de abril de 1949. A luta começou no ano anterior, com plebiscito realizado em 17 de outubro. Os sete emancipadores foram Armando Cunha, Celso Grandis do Amaral, Lindoro Couto, José Rodrigues Lopes, Antônio Simões de Almeida, Jaime João Olcese e Domingos Rodrigues dos Santos. Metropolização O prefeito Ademário Oliveira (PSDB) defende a ampliação do olhar para o alcance e as consequências dos temas metropolitanos na Baixada Santista. O principal se refere ao Porto de Santos, com implicação direta em Cubatão. “A discussão (da desestatização do Porto) não pode ficar restrita à ligação seca entre Santos e Guarujá. Existem efeitos colaterais, no que diz respeito à iniciativa privada, já que os serviços são triplicados em tempo recorde. Não podemos deixar de discutir que as cidades vizinhas sofrerão grandes impactos com essa mudança”, afirma. Oliveira lembra que, se não houver uma lei complementar em Cubatão que estude o impacto de vizinhança, a Cidade poderá sofrer. “Não podemos ver a riqueza do Polo Industrial somente por meio das empresas de logística, ver o empilhar de contêineres e correr o risco de um (caminhão) bitrem estacionar na porta da casa de alguém como se fosse um carro de passeio. Debater e chegar a um denominador comum é necessário para que não haja destaque financeiro e positivo em uma cidade e negativo em outra. Tenho certeza de que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ministro (de Portos e Aeroportos) Marcio França já se mostraram sensíveis a isso”, comenta. Outros assuntos O prefeito também defende que o Sistema Único de Saúde (SUS) seja discutido de maneira regional. "Cubatão possui uma rede de urgência e emergência saturada, atendendo as estradas que cortam a Cidade e a área continental de São Vicente. Isso afeta a economia de um município, estrangula os atendimentos, mas torço para que as discussões sejam permanentes e que possamos chegar a um denominador comum. Além disso, (devemos) discutir outras áreas como infraestrutura, macro e microdrenagem, que trazem reflexo direto aos municípios”, lista.