Na peça, Cidade assume destaque na separação do Brasil de Portugal (Raimundo Rosa/AT/Arquivo) Antes do grito “independência ou morte”, em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, a comitiva de dom Pedro I passou por Cubatão. É justamente esse período da história que será revisitado na 22ª edição do espetáculo Caminhos da Independência, entre sábado (5) e segunda-feira (7), sempre às 20 horas, no Teatro Zanzalá, dentro do Parque Anilinas, no Centro. A entrada é um quilo de alimento não perecível, que será destinado ao Fundo Social de Solidariedade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A montagem, feita pelo Teatro do Kaos, apresenta a Independência do Brasil com a identidade de Cubatão, pelo olhar do escritor e jornalista Afonso Schmidt (veja mais abaixo). Na narrativa, a Cidade deixa de ser apresentada apenas como ponto de passagem da comitiva do imperador e assume papel de destaque na transformação anterior à separação do Brasil de Portugal. “Neste ano, propus que Schmidt fosse o fio condutor dessa história. Até hoje, ele é o maior nome da cultura cubatense, um ser muito importante para todos nós", afirmou Lourimar Vieira, idealizador, diretor de produção e intérprete do jornalista. Com direção de Fernando Neves e dramaturgia e canções originais de Cícero Gilmar Lopes, o espetáculo também reúne personagens históricos como Martim Afonso, Rui Pinto, Joaquim Miguel Couto e Maria do Couto. Na história, Schmidt navega pelo tempo e retorna ao passado para conhecer personagens e acontecimentos ligados à Independência. “E, com essa volta, entende que essa ida dele ao passado é para entender como será o futuro.” O Teatro Zanzalá também tem uma ligação direta com Schmidt, pois o nome do teatro foi inspirado em uma das principais obras dele. “Schmidt sempre teve o sonho de transformar Cubatão em Zanzalá. E eu sou parte desse sonho”. O evento integra o calendário oficial da Cidade. Afonso Schmidt teve entre suas principais obras Zanzalá, publicada em 1928 (Prefeitura de Cubatão/Arquivo) O jornalista Poeta, escritor, jornalista de A Tribuna e dramaturgo cubatense, Afonso Schmidt (1890-1964) teve entre suas principais obras Zanzalá, publicada em 1928. A ficção científica retrata uma cidade futurista e hipertecnológica na Serra do Mar, criada como refúgio para sobreviventes de uma guerra mundial. O local é apresentado como uma sociedade baseada na cultura, na ciência, no conhecimento e na rejeição à violência. Zanzalá significa “flor de Deus”.