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Com um caixão, educadores protestam contra a demolição de escolas municipais em Cubatão

Manifestantes cobram prefeitura em relação a duas unidades de ensino que estão fechadas e serão demolidas

Por: Jean Marcel  -  26/02/21  -  12:11
Manifestantes têm receio que as escolas não sejam reconstruídas após demolição
Manifestantes têm receio que as escolas não sejam reconstruídas após demolição   Foto: Arquivo Pessoal

Moradores e profissionais da educação de Cubatão protestaram contra a demolição de duas escolas municipais nesta quarta-feira (24). O ato foi em protesto à possibilidade de fechamento de duas escolas municipais na cidade, a UME Martim Afonso de Souza e a UME Alagoas. Pessoas levaram um caixão, deixado sobre carteiras escolares no local enquanto manifestavam descontentamento e preocupação.


"Foi uma manifestação com ajuda de sindicatos e grupos de apoio, mas o movimento é da comunidade escolar, com iniciativa dos professores, mães de alunos e ex-alunos", dissePetter Maahs da Silva, diretor da UME Martim Afonso de Souza.


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Segundo o diretor, no dia 9 de fevereiro a Administração Municipal realizou processo de carta convite para a demolição das duas escolas, sem apresentar um projeto para a reconstrução das mesmas, o que seria prejucidial aos alunos, pois assim seriam transferidos para outras unidades. "Alegam que serão reconstruídas futuramente, mas nao apresentam o projeto", explicou.


A prefeitura


Perguntada sobre o assunto, a prefeitura, em nota, informou através de sua Secretaria Municipal de Educação, que "as UMEs Martim Afonso (Jardim Nova República) e Estado de Alagoas (Pinheiro do Miranda) serão reconstruídas por apresentarem problemas de infraestrutura nos prédios".


A titular da pasta, Márcia Regina Terras Geraldo, frisa que os alunos não estão sem aula, pois seguem em sistema remoto devido à pandemia, e tampouco estão desassistidos pelo município. "Além disso, não procede a informação de que há outras unidades com aulas paralisadas ou 'em análise'", completa.


Segundo a Administração Municipal, a UME Martim Afonso precisou ter as atividades suspensas devido a uma ação judicial movida pelo Ministério Público (MP) que alegou problemas na infraestrutura do prédio. "De acordo com o MP, o local não foi projetado para atividades educacionais, pois era um alojamento e canteiro de obras que foi adaptado para ser escola", informou a pasta.


Alunos


Os alunos da UME Martim Afonso, de acordo com a prefeitura, foram remanejados para outras unidades municipais e estaduais no mesmo bairro, de acordo com a proximidade da residência dos alunos. Somente 60 alunos do terceiro ano foram recolados para a UME Bernardo José Maria de Lorena, na Vila Nova.


"Já a UME Alagoas apresentou problemas estruturais e, para sanar o problema e evitar medidas paliativas, a escola também será reconstruída", diz a nota. A unidade foi transferida temporariamente para um prédio anexo da Escola Estadual Zenon Cleantes de Moura, na Fabril.


Prazos


Sobre o receio da comunidade escolar, em não haver uma reconstrução sobre os locais a serem demolidos nas duas escolas por não serem divulgados prazos, a prefeitura informou, em nota que "sobre a Martim Afonso: será possível informar prazos após o cumprimento dos primeiros trâmites burocráticos, incluindo a licitação das empresas habilitadas para a obra."


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