[[legacy_image_3194]] Em meio a desdobramentos judiciais que podem suspender a demissão de cerca de 900 funcionário da unidade de Cubatão, a Usiminas reportou um prejuízo líquido de R\$ 424 milhões no primeiro trimestre de 2020. O resultado reverte o lucro de R\$ 76 milhões em igual período do ano passado. Variação cambial foi a justificativa da empresa, conforme balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nesta sexta-feira (22). O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado foi de R\$ 569 milhões no trimestre, uma elevação de 21,5% em relação ao quarto trimestre de 2019 e 17% superior ante igual período do ano passado. A margem Ebitda ajustada foi de 15%, um ponto acima da de 14% em igual trimestre do ano anterior. Sem o ajuste, o Ebitda da empresa fechou em R\$ 539 milhões no trimestre, alta de 14% na comparação com o mesmo período de 2019. A receita líquida, por sua vez, foi de R\$ 3,8 bilhões, inferior em 1,7% em relação ao quarto trimestre, mas alta de 8% na comparação com igual período do ano anterior. As vendas de aço da Usiminas cresceram 4% no ano, para 1,048 milhões de toneladas. Já as vendas de minério subiram 17% no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado, para 2,2 milhões de toneladas. O resultado financeiro da Usiminas foi negativo no primeiro trimestre deste ano em R\$ 858 milhões, contra um resultado positivo de R\$ 154 milhões no quarto trimestre de 2019 e também negativo de R\$ 136 milhões no primeiro trimestre de 2019. A queda, segundo a empresa, veio com "perdas cambiais de R\$ 775 milhões no trimestre (ante ganhos cambiais de R\$ 95 milhões no quarto trimestre de 2019) em função da desvalorização do real frente ao dólar no período em 29,0%". A empresa também fez o reconhecimento de correção monetária sobre os créditos a receber da Eletrobras no quarto trimestre em R\$ 189 milhões. Nos primeiros três meses deste ano não houve reconhecimento de tal correção. Demissões A empresa mineira anunciou nesta semana o plano de enxugar a folha de pagamento da unidade da região. Contudo, a juíza da 2ª Vara de Cubatão suspendeu a demissão de cerca de 900 funcionários da planta cubatense. A decisão da magistrada foi tomada após pedido do Sindicato dos Metalúrgicos, com a primeira leva de 100 trabalhadores dispensados da siderúrgica na manhã desta quarta-feira (20). Em maio, funcionários começaram a retornar ao trabalho depois das férias coletivas impostas por conta da pandemia de Covid-19. No mês de abril, 500 trabalhadores terceirizados foram dispensados. Além de mais 20 nesta quarta-feira, de acordo com o sindicato. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a última demissão em massa aconteceu em 2015, quando cerca de três mil funcionários ficaram desempregados. Em nota, a Usiminas informa que não confirma o número de desligamentos que vem sendo divulgado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Cubatão. Desde o início da pandemia, a empresa vem adotando uma série de medidas de adequação ao cenário atual, buscando soluções conjuntas para preservar, ao máximo, sua força de trabalho e a sustentabilidade dos seus negócios. A empresa prevê a aplicação das MPs editadas pelo Governo Federal, além de outros ajustes adicionais nos casos em que esses recursos não se mostrarem suficientes para garantir a sobrevivência das unidades, como é o caso da Usina de Cubatão. * Com informações do Estadão Conteúdo