O mangue-maçã foi recentemente registrado no Brasil e sua erradicação ainda é possível (Divulgação / Ibama e Fundação Florestal) Uma árvore exótica tem chamado a atenção de especialistas após ser encontrada em Cubatão, na Baixada Santista. Trata-se do mangue-maçã (Sonneratia apetala), uma espécie originária da Ásia que pode prejudicar a biodiversidade e comprometer o equilíbrio do ecossistema no Brasil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para evitar impactos maiores, a Fundação Florestal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atuam no controle da espécie, com o objetivo de eliminá-la do país. Até agora, mais de 700 árvores adultas já foram retiradas do estuário de Cubatão, segundo informações do g1 Santos e Região. O mangue-maçã foi identificado recentemente no Brasil, e ainda há chance de eliminá-lo. De acordo com o Ibama, agir rapidamente é essencial: identificar a presença da espécie o quanto antes permite uma resposta mais ágil do poder público, evitando que ela se espalhe pelo país. Para isso, é importante reforçar o monitoramento dos manguezais, com equipes treinadas para reconhecer a planta e a inclusão de buscas ativas nas ações de acompanhamento dessas áreas. Como identificar o mangue-maça? Flores: possui flores pequenas, com cerca de 1,5 a 2 cm de comprimento, formadas por quatro sépalas em tons que variam do branco ao amarelo-esverdeado, sem presença de pétalas; Frutos: os frutos do mangue-maçã são do tipo baga, de tamanho reduzido (entre 1 e 1,25 cm de diâmetro), arredondados e de cor verde, com aparência semelhante a uma maçã. Também contam com uma ponta alongada, que ajuda na flutuação; Raízes: assim como algumas espécies nativas, o mangue-maçã apresenta raízes com geotropismo negativo, chamadas de pneumatóforos. No entanto, nessa espécie, essas estruturas são mais altas e rígidas, podendo chegar a até 90 cm. Diferentemente das espécies brasileiras, não há presença de algas do tipo Bostrychietum, o que faz com que os pneumatóforos sejam mais claros, firmes e abundantes; Folhas: apresenta folhas simples, sem subdivisões, de formato alongado (mais compridas do que largas), em tom verde-escuro. São estreitas, com base e ponta arredondadas, e se dispõem de forma oposta no caule, ou seja, em pares, uma de cada lado; Árvore e tronco: a árvore pode ultrapassar 12 metros de altura. O tronco é liso quando jovem e se torna mais áspero com o tempo, apresentando fissuras irregulares e coloração entre marrom e esverdeada. Em fase adulta, pode atingir de 20 a 30 cm de diâmetro; Copa: tem formato cônico, semelhante à de eucaliptos ou pinheiros, podendo se desenvolver tanto em tronco único quanto com ramificações. Como comunicar a ocorrência da espécie? Para registrar a ocorrência, é necessário informar alguns dados básicos, como as coordenadas geográficas (com precisão mínima de 10 metros), a descrição do local (pontos de referência como porto, estrada, marina, ponte, empresa, comunidade, foz de rio ou propriedade conhecida), além da data, cidade e estado. Caso se identifique árvores com essas características, a orientação é comunicar o Ibama pelos seguintes canais: Linha Verde: 0800 061 8080; E-mail: linhaverde.sede@ibama.gov.br; Formulário Microsoft Forms.