As aulas começam às 7 horas, mas logo que chegam, os alunos já querem colar figurinhas. (Divulgação) Faltam seis dias para a Copa do Mundo. Fora de campo, os alunos da Unidade Municipal de Educação (UME) Luiz Gustavo de Lima, de Cubatão, dão o sangue para completar o álbum coletivo da escola. E eles vêm tendo muito trabalho: cada álbum prevê 980 figurinhas de todas as seleções, em 112 páginas, com seus jogadores famosos ou nem tanto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No caso da unidade da Vila Natal a coleção está na parede: são dois álbuns colados ao lado da sala dos professores, que os 485 alunos da escola vão preenchendo em conjunto desde 18 de março. De acordo com a diretora da escola, Josiane Ferreira, a iniciativa surgiu na Copa de 2022, quando uma professora, que já está aposentada, resolveu replicar a ideia de outra escola. “A criançada amou. Deu tão certo, que os alunos que estão no 5o ano hoje, e que estavam aqui em 2022, lembram com carinho do álbum. Criamos uma memória afetiva dos estudantes com a escola”, explicou. Como o número de seleções na Copa cresceu de 32 para 48, ficou mais caro completar álbum. Nem todos os alunos têm condições de colecionar. Por isso, o álbum também serve como ferramenta de inclusão. “Cada um, com uma figurinha, já consegue, de alguma maneira, participar”. Os 485 alunos da unidade de ensino vem preenchendo os álbuns desde 18 de março; ideia surgiu na Copa passada, pois nem todos os alunos têm condição familiar de dispor dos valores para colecionar, sozinhos, o álbum (Divulgação) Aprender brincando A Copa nem começou, mas, pelos resultados, se depender dos alunos, o torneio poderia durar o ano inteiro. Como o número de seleções aumentou, a aula não fica só na matemática da quantidade de figurinhas necessárias para completar o álbum: também entra a Geografia, para conhecer países que nunca haviam participado de uma Copa do Mundo. Há vários: Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão. “Na maioria das vezes, as figurinhas são doações. Eles não são obrigados a trazer, nem todo mundo traz pacotinho fechado. Às vezes, a classe tem três figurinhas, e eles ficam todos empolgados. A diversão é essa, que eles participem todos juntos”, finalizou a diretora. Sem meta As aulas começam às 7 horas, mas logo que chegam, os alunos já querem colar figurinhas. A expectativa é de completar o álbum durante a Copa, mas sem pressa ou metas. “A iniciativa faz parte de ações e atividades que a escola elabora ao longo do ano, para valorizar atividades colaborativas e criar vínculo com o espaço estudantil. O objetivo principal é favorecer a integração entre os alunos e criar memórias afetivas sobre o espaço escolar. Indiretamente, colabora para a melhora da permanência dos alunos na escola”, informa a Prefeitura, em nota.