O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, participou de evento que marca o início da produção da primeira amônia renovável do Brasil, feita pela empresa Yara em seu complexo industrial, por meio do uso do biometano (Vanessa Rodrigues/AT) A reindustrialização com uma pegada verde do Polo de Cubatão foi defendida pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, que participou de evento que marca o início da produção da primeira amônia renovável do Brasil, feita pela empresa Yara em seu complexo industrial, por meio do uso do biometano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Cubatão é reconhecida mundialmente pela recuperação ambiental feita, uma das mais premiadas do mundo. Então, tem a vocação de indústria, petroquímica e a da indústria verde”, explica o secretário. Segundo ele, atualmente, a Baixada Santista tem um Produto Interno Bruto (PIB) na casa de R\$ 80 bi, o que equivale a 2.46% do PIB estadual. Porém, a região tem potencial para ampliar essa participação. “Apesar de ser uma região administrativa com novas cidades e duas vocações muito claras, da indústria e turismo, estamos focados na recuperação de Cubatão, como sendo o pólo de indústria verde. Temos conversado muito sobre investimentos”, pondera. Jorge Lima afirmou que terá uma reunião, no início de janeiro, com os prefeitos para “deixar todos na mesma página” quanto a política de investimentos do Estado. “Também temos brigado muito por uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Santos, que muda completamente a estrutura da Baixada Santista. Porque uma ZPE em Santos ainda atinge Guarujá, São Vicente e Cubatão”, acrescenta. Vice-presidente de Soluções Industriais da Yara. Daniel Hubner, vai na mesma linha. “Eu acredito muito no potencial de Cubatão. Porque a gente tem que explorar a reindustrialização verde. O conceito porto em Cubatão: num ecossistrma renovável vale mais ou vale menos? Continuo acreditando que o primeiro hub deve ser aqui”, define. Biometano Segundo Vice-presidente de Soluções Industriais da Yara. Daniel Hubner, a produção da amônia renovável, um insumo capaz de reduzir em 75% a pegada de carbono, em comparação ao mesmo produto de matriz energética fóssil, O segredo está na utilização do biometano, um biogás purificado e originado com resíduos de cana-de-açúcar, que permite a produção de fertilizantes de baixo carbono (low carbon). “A unidade de Cubatão posiciona a companhia e a cidade na liderança da transição energética do país. Essa iniciativa tem um potencial para descarbonizar vários setores, especialmente o agronegócio”, aponta Hubner. O biometano é produzido em Piracicaba e disponibilizado na rede de distribuição de gás pela Raízen, sendo utilizado pela Yara em seu complexo de Cubatão. A empresa tem no Brasil um importante foco de investimentos. Nos últimos 10 anos, foram empenhados R\$ 15 bilhões em várias ações.