[[legacy_image_313517]] Estão marcadas para dia 17 as eleições gerais do Sistema Confea/Crea e Mútua (Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea). Realizado a cada três anos, o pleito será on-line pela primeira vez, no site do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-SP) conhecerá seu novo presidente. Para votar, é preciso estar inscrito e com pendências financeiras e administrativas quitadas. Serão eleitos cinco novos representantes da área tecnológica: presidente do Confea; presidente do Crea-SP; conselheiro federal pela modalidade de Engenharia Mecânica Industrial e suplente; diretor-geral da Mútua-SP e diretor administrativo da Mútua-SP. Simultaneamente, os demais conselhos regionais realizam seus processos eleitorais, contribuindo também para a eleição do Confea. Para o Crea-SP, são sete candidatos registrados, que buscarão o voto de 350 mil profissionais, entre engenheiros, agrônomos, geocientistas e tecnólogos (conheça abaixo os postulantes). Na Baixada Santista, são mais de 27 mil profissionais registrados. O vice-presidente em exercício do Crea-SP, engenheiro Mamede Abou Dehn Júnior, afirma que os objetivos do conselho são fiscalizar, controlar, orientar e aprimorar as atividades das Engenharias, Agronomia e Geociências. “Entendemos que o trabalho pela defesa do profissional e pela promoção da valorização das profissões é parte das nossas ações, pois reconhece a importância da área tecnológica na sociedade e conscientiza a população sobre a necessidade de contar com profissionais habilitados e registrados.” Ainda conforme o vice-presidente em exercício, “as principais pautas levantadas pelos profissionais são relacionadas à defesa profissional, como a manutenção do piso salarial”. Novos temposDehn Júnior cita que o conselho está em sintonia com as demandas profissionais atuais, especialmente as ligadas à sustentabilidade e aos princípios do ESG (meio ambiente, social e governança, na sigla em inglês). “Somos signatários do Pacto Global e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2019”, menciona. ConcorrentesA Tribuna entrou em contato com os sete candidatos à presidência do Crea-SP, com as mesmas questões: qual a principal demanda dos profissionais e por que ele(a) deve ser o(a) escolhido(a). Apenas Antonio Roberto Martins não respondeu às perguntas. Confira as respostas dos candidatos, que foram editadas para que ocupassem espaço semelhante. Alfonso Barboza Rodriguez“A principal demanda dos profissionais atuais se resume em duas partes: a primeira é um conselho mais próximo do profissional, com ações que favoreçam os inscritos em todos os âmbitos, seja na fiscalização para coibir mãos profissionais, no atendimento ágil e em proporcionar cursos de capacitação relevantes para seu currículo, com carga horária igual à dos que existem no mercado. Os inscritos junto ao Crea-SP devem me eleger diante do fato de que venho não só apresentando o que de pior acontece dentro do conselho, mas propondo soluções para melhorar o conselho que rege nossa profissão, com nosso principal bem, a expertise.” Carlos Eduardo de Souza“Uma das principais demandas dos profissionais é a valorização da nossa profissão. Movemos o País, movemos o mundo. Tudo isso em função do mecanismo que hoje o nosso sistema utiliza, que é muito antigo. A gente precisa divulgar mais a engenharia. Porque ela está no dia a dia de cada pessoa, e isso é importante. Eu tive a oportunidade de representar os profissionais do Conselho Federal de Engenharia. No ano de 2021, eu fui o precursor da eleição digital, que passa mais segurança para as pessoas, com sigilo absoluto do voto. Porque, agora, os profissionais podem votar de onde for”. João Oliva“Como principal demanda, poderia citar a valorização profissional e a fiscalização, que andam juntas, agilidade e melhores serviços no atendimento, presencial e/ou on-line, na emissão de suas certidões/ART/CAT a um menor custo, diante de um mercado de trabalho cada vez competitivo e, muitas vezes, desleal. Aí é onde entra a fiscalização do exercício e das atividades das áreas tecnológicas, em defesa da sociedade. Mereço o voto pelo meu histórico profissional e associativo: como engenheiro eletricista, tenho muito orgulho da minha profissão, com 40 anos de formado.” José Manoel Ferreira Gonçalves“A principal demanda da categoria é fazer o Crea funcionar. Hoje, é um órgão arrecadador e que só serve para multar. Não entendeu ainda o papel que tem que exercer na defesa da sociedade e, concomitantemente, na defesa da categoria, dos engenheiros em todas as modalidades. Hoje, o engenheiro odeia o Crea, e com razão. Nós queremos humanizar o Conselho e criar um sistema de transparência, em que o engenheiro saiba para onde vai o dinheiro que ele paga de anuidade. Queremos associações fortes, firmes, universidades que estejam em sintonia com as novas necessidades.” Lígia Mackey“Os profissionais buscam por representação e capacitação. Buscam as melhores oportunidades no mercado de trabalho. O Crea-SP possui um projeto chamado Crea Capacita, que oferece cursos de capacitação em áreas específicas das engenharias, cursos presenciais e on-line, com o objetivo de preparar o profissional e oferecer conhecimento. Além de ser a primeira mulher a se candidatar e concorrer à eleição em 89 anos de Crea-SP, tenho uma história de amor pela engenharia. Sou engenheira civil há 30 anos, trabalho com obra e tenho orgulho disso. Vou trabalhar por inovação, capacitação e tecnologia.” Valdir Paezani“Acredito que a demanda principal dos profissionais da área é essa de engenharia civil, tendo também a parte mecânica, a parte elétrica, a parte de geologia, a topografia, enfim, se atingem todas essas áreas. Mas a maior atividade com o maior número de profissionais da área é a da engenharia civil. (...) Quanto a me eleger, eu sou uma pessoa que sempre trabalhei em indústria. Tenho uma bagagem grande para concorrer a essa vaga. E tenho bastante conhecimento dos problemas, para que a gente possa ajudar os profissionais que vivem fazendo seus projetos. E que poderia, dentro de um apoio a todos esses profissionais, ajudá-los no dia a dia dos seus trabalhos.”