[[legacy_image_330214]] Há mais de um mês que a Baixada Santista não registra mortes por covid-19. Conforme levantado por A Tribuna, não há confirmação de óbitos em decorrência do coronavírus neste mês em sete cidades da região — as prefeituras de Mongaguá e Praia Grande não responderam. Bertioga completou um ano sem que ninguém morresse em consequência da doença. Os dados mais recentes são de terça-feira. Santos, por exemplo, havia tido quatro mortos pelo coronavírus em janeiro do ano passado. A mais recente foi em dezembro, a única no mês. Até terça, havia três pessoas internadas pela doença na cidade. São Vicente não registra mortes por covid há três meses. A última aconteceu em 23 de outubro. Em janeiro de 2023, houve três. Bertioga, onde a última morte pela covid foi um ano atrás, não tem pessoas internadas com coronavírus. Itanhaém não tem morte decorrente de covid-19 há mais de um mês. Cubatão tinha, na terça, uma pessoa internada por coronavírus, mas não se morre da doença há oito meses na Cidade. Em Peruíbe, a morte mais recente fazia oito semanas. Guarujá ainda não tinha os números de janeiro, mas ninguém estava internado no Município com covid-19. Variante novaNeste mês, o Laboratório Central da Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso identificou, durante pesquisa entre os dias 16 e 18, a presença de uma nova subvariante do coronavírus, denominada JN 2.5. Esta cepa, uma variação da Ômicron, foi detectada pela primeira vez no Brasil após ter sido identificada em países como Canadá, França, Polônia, Espanha, Estados Unidos, Suécia e Reino Unido. No Mato Grosso, quatro mulheres testaram positivo para a subvariante, todas com quadros graves de covid-19. Uma delas morreu, mas a Secretaria de Saúde diz investigar a causa, pois essa paciente sofria de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). As outras três pacientes receberam alta. O infectologista Roberto Focaccia ressalta que as novas subvariantes da Ômicron conseguem se disseminar mais depressa, mas não causam quadro clínico mais grave que as cepas iniciais. “São mais variantes de interesse e não devem preocupar. Apesar de mais adaptadas ao homem e se disseminarem com mais velocidade, não são mais patogênicas (causadoras da doença) que as anteriores”, diz Focaccia, ressaltando que as vacinas existentes são eficazes também para as variantes mais novas.