[[legacy_image_140333]] Após as festas de fim de ano, as cidades da Baixada Santista começam a sentir mais pressão na rede de saúde. Por causa do aumento no número de internações em unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinadas ao tratamento da doença, há cidades que cogitam reabrir leitos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Conforme levantamento feito por A Tribuna nas prefeituras da região, 67 leitos de UTI destinados a pacientes com covid-19 estão ocupados nesta semana — aumento de 52,3% em um mês. Em 6 de dezembro, eram 44. O Departamento Regionais de Saúde da Baixada (DRS-4) aponta que a taxa de ocupação dos leitos de UTI, em 22,36% no dia 6 de dezembro, subiu para 30,97% na terça-feira, data mais recente informada pelo órgão. Em Santos, onde a ocupação de leitos subiu de 34 para 41, o chefe do Departamento de Atenção Hospitalar, Devanir Paz, percebe um aumento de casos e internações relacionado às festas de fim de ano. Para ele, os índices devem subir ainda mais rapidamente em janeiro, pois muitos resultados positivos ainda serão detectados. Mesmo assim, afirma ele, a situação não exige pânico, mas, cautela. “As internações são um capítulo muito importante, porque elas aumentaram, mas ainda é uma situação muito diferente do início da pandemia, dois anos atrás. (...) Ainda estamos numa situação confortável e controlada”, diz. A Cidade não descarta, se for preciso, reabrir leitos. “Não descartamos e temos um plano semipronto, para o pior cenário, até pela experiência que nós tivemos nesses dois últimos anos.” Outros municípios da Baixada também veem a situação das internações dessa maneira. As secretarias municipais de Saúde reforçaram que, para evitar sobrecarga na rede de saúde, a população deve completar o esquema vacinal e manter o uso de máscaras, higienização das mãos com álcool em gel e evitar aglomerações. Outras cidadesGuarujá dispõe de 14 leitos de Unidade de Terapia Intensiva para pacientes com covid-19. Em 6 de dezembro, havia cinco internados. Ontem, eram 11, mais que o dobro. São Vicente, que tem 16 leitos de UTI, mantinha um ocupado um mês atrás. Agora, utiliza dois. Em Praia Grande, no período, dos 24 leitos de UTI disponíveis, a ocupação se manteve em dois. O mesmo ocorre em Cubatão (dois pacientes em dezembro e agora), onde há oito leitos do tipo. Em Bertioga, com cinco leitos de Unidade de Terapia Intensiva, nenhum estava ocupado em dezembro nem agora. Não há pacientes internados em UTIs em Itanhaém. Mongaguá e Peruíbe não dispõem de leitos do gênero.