[[legacy_image_51619]] Em cinco meses, toda a população adulta do Estado deverá ter recebido a 1ª dose da vacina contra a covid-19. O fim do calendário abre caminho para a discussão sobre a inclusão de menores no plano de imunização contra o coronavírus. Especialistas consultados por A Tribuna divergem sobre a ampliação do público-alvo agora. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve responder, até o dia 13 deste mês, à Pfizer sobre um pedido de autorização para acrescentar adolescentes a partir dos 12 anos na bula de sua medicação. No Brasil, ela está autorizada para quem tem mais de 16 anos. Mas nos Estados Unidos, a vacina da Pfizer já está liberada para aplicação a partir doas 12 anos. Chile e Uruguai acabaram de aprovar o imunizante para essa faixa etária e devem começar a imunizá-los em breve. A polêmica se deve porque a covid-19 é menos grave em crianças do que em adultos, diz o médico e membro da Sociedade Brasileira de Imunização (SBI), Leonardo Weissmann. Elas, no entanto, podem transmitir o vírus. Porém, ressalta ele, existe o risco de doença se agravar em jovens com doenças crônicas, como diabetes, problemas cardíacas, câncer, aids e da síndrome inflamatória multissistêmica associada à covid-19. “Pensando nessas situações e que, um em cada quatro brasileiros tem menos de 18 anos, o ideal é incluir adolescentes e crianças no Plano de Imunização, também para que o País alcance a tão sonhada imunidade de rebanho”, explica o especialista. O infectologista Jacyr Pasternak também afirma que seria importante imunizar essa parcela da população, apesar de os casos de gravidade ou óbitos serem mais raros. “Para a saúde pública é importante vacinar jovens já que o vírus que eles carregam pode ser levado aos mais velhos. E quanto menos vírus circulando menos chances de aparecerem as variantes”, destaca o infectologista Jacyr Pasternak. Em falta O risco de faltar medicação para adultos também é apontado como ingrediente importante nesse debate, sem contar ainda a ausência de evidências científicas sobre o uso da medicação em adolescentes. “É necessário termos atendido os adultos com vacina e ter a liberação das autoridades reguladoras para, então, pensar em vacinar crianças. Diferentemente de outras doenças de característica infantis, covid é pior nos adultos e isso justifica as opções tomadas”, avalia o infectologista e diretor da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), Evaldo Stanislau .