[[legacy_image_228387]] Universidades federais em todo o País enfrentam problemas por conta de um corte de verbas por parte do Governo Federal. Cerca de 800 estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Santos, e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), em Cubatão, foram afetados pela medida. As duas importantes instituições da região correm o risco de paralisar as pesquisas científicas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Apenas no campus da Baixada Santista, a Unifesp afirma que são 270 bolsistas em situação de vulnerabilidade e 86 bolsistas de pós-graduação. Todos não receberam este mês auxílios para manter os estudos neste mês. O vice-diretor do campus Baixada Santista, Professor Gustavo Fonseca, explica que o corte de verba na Unifesp chegou a mais de R\$ 5,8 milhões. Esse valor tinha repasse para a unidade da região, que teve uma redução de R\$ 600 mil apenas na parte da manutenção, excluindo os benefícios dos alunos. “Nos estudantes o impacto é imediato. Eles estavam esperando cair a bolsa dos auxílios e não caiu nada. Eles tem que pagar aluguel, comer e têm a vida deles, ninguém recebeu nada”, explica. Por conta do atraso neste pagamento, o movimento estudantil se reuniu na tarde desta quinta-feira (8) para debater uma possível paralisação. Outra possibilidade abordado por eles são aulas públicas e atos ao longo da semana. “Os danos são gerais. Ele causa um potencial atraso no pagamento das notas fiscais emitidas dos serviços prestados agora. Tudo que emitiu nota agora no início de dezembro, a gente não vai conseguir acertar e, se porventura eles voltarem atrás, a gente tem toda multa acumulada porque não pagou os serviços”, diz. O responsável pela Unifesp na Baixada Santista diz que isso é consequência de um corte sem aviso prévio. “Cortes e diminuição do orçamento universitário têm sido feitos nos últimos anos. Só que quando a gente recebe um corte com um ano de antecedência, temos tempo de planejamento”. “A gente atua este ano já com a redução no orçamento, que ele nos deu no começo de 2022. Iríamos fechar a conta sem dever nada para ninguém, mas chegou o último mês e não pagaram. É praticamente ingerenciável”, afirma. Apesar da situação financeira comprometida, o salário dos funcionários da Unifesp não corre risco pelo corte. A redução atinge apenas o custeio de manutenções, contas e o auxílio estudantil. Contudo, a falta do pagamento atinge o setor de pesquisas dos institutos federais de todo o Brasil e, inclusive, na Baixada Santista. Alunos de baixa renda, que se mantém com as bolsas para realizar pesquisas científicas, podem ter que acabar abrindo mão do projeto por falta de condições financeiras. Os projetos realizados pela universidade, que correm risco de serem paralisados na Baixada Santista, incluem a conservação do meio ambiente, a preservação da vida marítima e a área de saúde. "Muitas das nossas atividades ainda dependem desse financiamento”. IFSPO campus de Cubatão do IFSP informou, em nota, que o bloqueio orçamentário foi de R\$ 3,5 milhões, “deixando a conta da instituição zerada”. A instituição explica que o bloqueio pode impactar o pagamento de despesas básicas, e, principalmente, bolsas de ensino e pesquisa, auxílios estudantis. Contando com todos alunos do estado, são mais de 15.000 em dúvida se receberão a verba. Na Baixada Santista, são aproximadamente 1.500 estudantes, dos quais 378 recebem algum tipo de auxílio estudantil, além de 65 bolsas de ensino, pesquisa e extensão. Ela afirmou que há dúvida se haverá condições de pagamento desses auxílios e outras despesas de manutenção geral. Até o fechamento desta Reportagem, o Ministério da Educação não retornou com um posicionamento sobre o corte de recursos para as universidades federais sem aviso prévio para as instituições.