[[legacy_image_26272]] O Corpo de Bombeiros de São Paulo completa 140 anos, nesta terça-feira (10), em meio a um trabalho incansável, quase que sem interrupções, desde a madrugada de terça-feira passada (4), quando os primeiros chamados ainda não davam sinais claros da tragédia que se desenhava em Guarujá devido às chuvas. De lá até a última segunda-feira (9), já passaram pela Cidade cerca de mil profissionais envolvidos nas buscas por desaparecidos durante os deslizamentos no Morro do Macaco Molhado, Morro do Engenho, Estrada Guarujá-Bertioga e Barreira do João Guarda. São integrantes de batalhões de todo o Estado, diz o capitão e porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Marcos Palumbo. Em meio ao luto pelas 44 mortes, incluindo os cabos Rogerio de Moraes Santos e Marciel de Souza Batalha, as comemorações, previstas para esta terça, na Capital, foram suspensas. "Neste momento, não há como ter algum tipo de comemoração. Mas o orgulho a gente tem. Muito orgulho da nossa profissão, das nossas ações, do trabalho humanizado que realizamos”. Segundo ele, a dedicação dos profissionais é sentida na resposta da população. “Somos uma instituição feita com muito sacrifício e coragem. Por homens e mulheres que se dedicam muito às pessoas. Por isso, talvez sejamos os militares que têm o maior acesso, carinho e respeito da população”. Forças Palumbo diz ainda que os esforços, nesta data simbólica, estarão concentrados na busca pelas 34 pessoas soterradas na Barreira do João Guarda, em um trabalho que vem contando com o apoio de toda a comunidade. “Tudo para que eles (desaparecidos) possam voltar às suas famílias de forma digna e humana”.