[[legacy_image_15043]] Os serviços de entrega ganham força e podem ser a saída para a sobrevivência de comerciantes com o avanço do coronavírus no País. Afinal, a partir de agora, shoppings e pontos comerciais fecham as portas na Baixada Santista. O proprietário e chef do Yolo Cozinha Contemporânea, Bruno Medeiros Justo, encerrou o atendimento presencial no restaurante e partiu para o delivery. “A gente estava se estruturando aos poucos para começar o delivery, mas apressamos os planos de fechar o salão e partir para a entrega, porque a ideia é que o cliente fique em casa”. Segundo ele, a novidade agradou muito à clientela depois que se postaram as informações nas redes sociais. “Deixamos de lado um pouco, até, os pratos mais gourmetizados para atender a necessidade do público. Acho que as pessoas, agora, precisam da comida do dia a dia”. A Cantina Babbo Américo também buscou inovação nestes tempos de isolamento social. Agora, os clientes podem fazer o pedido por telefone e passar para buscá-lo depois de pronto, sem precisar sair do carro, conta o sócio Américo Carreira Vieira Júnior. “É como se fosse um drive-thru. A pessoa liga, a gente vai preparando o prato. Quando ela chegar, avisa, e levamos até ela para não ter de sair do carro. Começamos na terça-feira (17) e vamos intensificar a campanha nas redes sociais”. A proprietária do Empório Granel, Mércia Fernanda Frazão, também está mudando a rotina da loja para oferecer serviços de entrega a partir de hoje. “Estamos adequando o sistema e conversando com os entregadores. Até agora, eu faço entrega para clientes próximos nas redondezas”. Feira livre Na feira, a rotina também vem sendo alterada. Na Avenida Pedro Lessa, no Embaré, em Santos, nesta quinta-feira (19), o movimento já era bem menor. A aposentada Eny Breda, de 74 anos, estava de máscara e enchendo o carrinho. “Meu marido tem imunidade baixa, então, estou seguindo todas as orientações. Só tenho saído de casa rapidamente para comprar alimentos”. Mas os feirantes também já falam em intensificar serviços de entrega para não perder a freguesia. “A gente não pode ficar parado. Essa será a saída para não perder vendas. Será a saída para muita gente”, reitera Aline Paiva, que trabalha há três meses em uma banca de legumes. Ela não é a única preocupada com o futuro. Bruno Justo diz ter feito mudanças nas funções depois que fechou o restaurante para manter os funcionários. “Quem trabalhava no salão passou a fazer o recebimento dos pedidos pelo iFood ou a expedição das sacolas. Fizemos adaptações para não deixar ninguém sem trabalho”.