[[legacy_image_338791]] O mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, tem causado preocupação nacional. Inclusive, na Baixada Santista. O número de casos não para de subir, e mortes por suspeita de dengue começaram a ser investigadas na região — por enquanto, seis. Mas, apesar deste ser um problema frequente no Brasil, nem todos sabem identificar as diferenças entre as doenças causadas pelo inseto (veja mais abaixo). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Neste ano, o Governo Federal incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina Qdenga, que protege contra a dengue. Entretanto, além de ainda ser restrita em número de doses e público-alvo, ela é exclusiva para coibir essa doença e não serve para as demais moléstias causadas pelo Aedes aegypti. Para o médico infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Leonardo Weissmann, apesar de o vírus da dengue ser o mais conhecido, a zika e a chikungunya também oferecem muitos riscos aos pacientes. “O vírus Zika é de especial preocupação para mulheres grávidas, pois está associado a malformações congênitas significativas, como a microcefalia em fetos, representando um risco substancial para o desenvolvimento neurológico da criança”, adverte. Em pessoas adultas, o zika vírus pode causar graves complicações neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré. “É uma condição rara em que o sistema imunológico do corpo ataca parte do sistema nervoso, podendo causar fraqueza muscular e, em casos severos, paralisia”, explica. A chikungunya pode causar outras complicações: dores articulares severas e prolongadas que podem durar meses ou anos. O risco maior é para idosos e pessoas com doenças crônicas. Segundo o especialista, a doença pode acarretar complicações sérias e, em parte dos casos, matar. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), neste ano, uma morte por dengue foi confirmada em Registro, no Vale do Ribeira. A vítima foi um homem de 85 anos. Porém, há óbitos suspeitos em análise nas cidades de Ilha Comprida e Iguape. Na Baixada Santista, segundo a SES, seis mortes por dengue também estão em investigação erm Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Praia Grande, Santos e São Vicente. Como diagnosticarO teste mais rápido para identificar a dengue é o NS1, que fica pronto em horas. Ele detecta a presença de proteínas virais específicas logo após os primeiros sintomas. Para descobrir qual doença o paciente pode ter contraído, há outros dois exames: a PCR (sigla para Reação em Cadeia da Polimerase), que permite identificar o material genético do vírus, e testes sorológicos, que detectam a presença dos anticorpos. Para o PCR, o resultado pode ser obtido de um a dois dias. O teste so-rológico leva mais tempo: pode ficar pronto em até uma semana. Tipos de dengueUm paciente pode contrair até quatro tipos diferentes de dengue. Conforme o médico infectologista Leonardo Weissman, todos eles têm potencial para causar doenças graves. Mas os tipos 2 e 3 são associados a um maior risco de formas graves da doença e, dessa forma, à possibilidade de provocar a morte do paciente. “É importante destacar que, ao ser infectado por um desses sorotipos, o organismo desenvolve uma proteção permanente contra ele. No entanto, essa imunidade não se estende aos outros sorotipos. Isso significa que, se você já teve dengue uma vez, ainda está vulnerável aos outros três sorotipos, e uma nova infecção pode ser ainda mais perigosa, aumentando o risco de complicações graves”, orienta o profissional. SintomasDengue, zika e chikungunya são causadas pelo Aedes aegypti. Porém, cada uma delas tem particularidades capazes de diferenciá-las: Dengue: febre muito alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos (pressão), dores pelo corpo e articulações, mal-estar e erupções cutâneas (com irritação) Zika: febre (mais baixa, em relação à dengue), erupções na pele, vermelhidão nos olhos (conjuntivite, mas sem secreção) e dores pelo corpo Chikungunya: dor intensa nas articulações (pode dificultar movimentos simples), dores musculares, dor de cabeça, febre alta e, em parte dos casos, erupção cutânea