A cidade era conhecida por suas casas de banho (Reprodução/Novo Milênio) Santos, um dos destinos mais procurados do litoral de São Paulo, não é apenas famosa por suas praias e seu porto movimentado. No final do século 19 e início do século 20, a cidade era também reconhecida por suas casas de banho, que atraíam visitantes em busca de lazer e modernidade. Antes do século 19, o banho era considerado algo de luxo e pouco acessível. No município, a situação começou a mudar após o surgimento das casas de banho. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A primeira, chamada "Ao Cisne Santista", foi inaugurada por volta de 1870 na Praça dos Andradas, nº 25, e pertencia a J.J. Marty. Anos depois, em 1884, a casa passou para Bernardo Ferreira dos Santos, mas ele não teve sucesso e, no ano seguinte, vendeu para a firma Valentim João Pereira & Cia, que reformou o local, incluindo mesas de bilhar. A segunda casa foi aberta em 23 de maio de 1876, na Rua Antonina, nº 7 (hoje parte da Rua 15 de Novembro, entre as Ruas Frei Gaspar e do Comércio). Seu dono era o espanhol José Caballero, que se tornou conhecido na cidade e, ao morrer, deixou seus bens para a Irmandade da Santa Casa. As duas casas atraíam muitos clientes e eram bastante populares. Em maio de 1886, José Caballero ganhou uma bolada de 50 mil pesos em Montevidéu e distribuiu a maior parte do prêmio para amigos e instituições de caridade, como a Sociedade Portuguesa de Beneficência e a Santa Casa de Misericórdia. Quando José Caballero morreu, em 16 de dezembro de 1903, ele deixou tudo para a Santa Casa. Para homenageá-lo, a instituição construiu um busto em sua memória, que foi colocado em jardins do hospital, lembrando sempre do seu apoio e generosidade. As casas de banho foram perdendo a popularidade quando o saneamento básico foi aumentando e os encanamentos foram sendo instalados, chegando à população de Santos.