Ao todo, 42 candidatos disputam uma vaga de prefeito nas nove cidades da Baixada Santista (Reprodução) As nove cidades da Baixada Santista têm 42 candidatos a prefeito (confira a lista ao lado) e 2.218 a vereador, que buscam uma das 140 cadeiras nas câmaras locais. Todos tiveram a chance de convencer o eleitor. Hoje, verão se deu certo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Temos a tendência de ter o retorno e a manutenção de gestores públicos com visão regional. Isso é fundamental para que a Região Metropolitana da Baixada Santista tenha um avanço em diversas áreas”, afirma o cientista político e CEO do Instituto Ibespe, Marcelo Di Giuseppe. Para ele, a democracia é fundamentada na liberdade de expressão, e o voto é uma das formas do eleitor — apesar das dificuldades de acesso às informações sobre os candidatos — expor ali a sua opinião. “O Brasil vem caminhando para uma ‘primavera’, onde a população está cada vez mais revoltada com os políticos, e isso poderá se expressar neste ano e em 2026. É urgente a aproximação da vida dos políticos com a vida real da população”, argumenta. Olhar local Para a jornalista e cientista política Christiane Disconsi, as eleições municipais são extremamente importantes porque é no município que se vive e onde são utilizados serviços públicos essenciais como educação, saúde, saneamento e infraestrutura. “Esse é o momento em que temos a oportunidade de decidir o futuro da nossa comunidade para os próximos quatro anos. Mais do que um dever, já que o voto é obrigatório no Brasil, votar é um direito conquistado com muita luta”, reforça Christiane. Ela acredita que o eleitor deve considerar as propostas que mais se alinham aos próprios anseios. “Além disso, no exercício da cidadania, acompanhar de perto a atuação dos políticos eleitos, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e responsável”, acrescenta. Inegociável O respaldo de instituições é o que tem garantido ao País seguir firme em seu rumo democrático. Uma delas é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que participa do processo eleitoral de forma ativa e vigilante, conforme avalia o presidente da Subseção Santos, Raphael Meirelles. “O voto é muito mais que um dos instrumentos do Estado Democrático (de Direito). Ele representa também a disposição de pessoas, ao longo do tempo, de construir uma sociedade mais humana e justa. É nesse pilar que a advocacia se posiciona de forma inegociável. Lidamos com direitos e, por isso mesmo, lidamos com vida. Uma eleição reflete, em todos os sentidos, o respeito à vida, em todos os seus aspectos”, considera.