[[legacy_image_213573]] Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), que disputam o segundo turno da eleição para o Governo Estadual, têm promessas semelhantes para a área de segurança pública. Os dois candidatos prometem aumentar o efetivo policial e reestruturar a carreira dos agentes. Há, porém, divergências em outras propostas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O segundo turno está marcado para o dia 30 de outubro, um domingo. Veja as principais propostas de Freitas e de Haddad para o setor. [[legacy_image_212362]] Tarcísio de Freitas (Republicanos)O candidato quer aumentar o efetivo das polícias Militar e Civil em todo o Estado. Tarcísio fala em contratar 10 mil PMs e 15 mil policiais civis ao longo dos quatro anos de mandato, se eleito. O plano de governo inclui, ainda, “apoiar juridicamente as ações policiais e revisar o regime de trabalho e a carreira policial”. Para a defesa da mulher, Tarcísio propõe o monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas e a “repressão a eles”. O republicano também quer ampliar o horário de atendimento das delegacias da Mulher e criar abrigos regionais protegidos para mulheres vítimas de violência. Na parte de tecnologia, Tarcísio de Freitas quer oferecer “mapas inteligentes, simples e interativos, para que a população tenha o direito de acompanhar quais, quantos e quando os crimes vêm acontecendo e, assim, cobrar as ações policiais”. O programa de Tarcísio para a segurança pública faz menção a um “novo sistema prisional”, com bloqueio de sinal de celular em todos os presídios e o suprimento adequado da atual demanda pelos regimes fechado e semiaberto. O ex-ministro da Infraestrutura quer “aprimorar o foco na recuperação, capacitação e recolocação profissional dos egressos do sistema prisional”. Algo semelhante é dito quanto aos menores de idade que passam pela Fundação Casa. Freitas promete “aprimorar o acompanhamento e a fiscalização daqueles que deixam a Fundação (Casa) a fim de reduzir os índices de reiteraçãodos menores nas práticas criminosas”. O ex-ministro quer mais atuação nas cracolândias e cooperação com a Polícia Federal (PF) em investigações de “crimes ultraviolentos cometidos pelo crime organizado”. Fernando Haddad (PT)O petista propõe a criação dos “Círculos de Segurança” em áreas com maior incidência de roubos e furtos no Estado. Segundo Haddad, esses círculos terão três perímetros, dos quais o primeiro contará com uma base policial; o segundo, com patrulhamento a pé e com bicicletas e o terceiro, com patrulha motorizada. A intenção é inibir ações criminosas em áreas com mais ocorrências e aumentar o potencial de ação da Polícia Militar. Haddad também promete ampliar o efetivo das polícias Civil e Militar. O ex-ministro da Educação fala, ainda, em reestruturar a carreira dos agentes e estabelecer um piso salarial para a categoria. O candidato afirma que há alta de furtos e roubos, além de “assaltos espetaculares a bancos no Interior” e crimes digitais, que aumentam a sensação de insegurança. O petista propõe investir em inteligência, investigação e tecnologia para enfrentar a violência e combater crimes. Haddad menciona, ainda, “fortalecer e qualificar o atendimento direto à população, ampliando os canais de atendimento digital e estabelecendo as delegacias padrão Poupatempo, que irão agilizar o atendimento e melhorar o acolhimento ao cidadão”. Dentro dessa proposta, o petista promete expandir e qualificar o atendimento nas delegacias de Defesa da Mulher e criar uma força-tarefa permanente para enfrentar organizações criminosas. Esse grupo envolveria Polícia Federal, polícias estaduais, Ministério Público e Receita Federal. A intenção, segundo Haddad, é investir em inteligência para combater o narcotráfico, os crimes de lavagem de dinheiro, crimes patrimoniais e a ação criminosa dentro de penitenciárias, em um “Estado que cuida e protege a vida”.